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Leia: Instituições financeiras sofrem ataque hacker com desvio de R$ 420 milhões via Pix
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24 de abril de 2026 00:01

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OpiniãoMT > Blog > Brasil > Instituições financeiras sofrem ataque hacker com desvio de R$ 420 milhões via Pix
Brasil

Instituições financeiras sofrem ataque hacker com desvio de R$ 420 milhões via Pix

Ataque hacker desvia R$ 420 milhões via Pix de instituições financeiras. Banco Central bloqueia parte dos valores e investigações estão em andamento.

última atualização: 30 de agosto de 2025 17:47
Redação OPMT
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3 Minutos de Leitura
Instituições financeiras sofrem ataque hacker com desvio de R$ 420 milhões via Pix
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Na tarde de sexta-feira (29), um ataque hacker atingiu instituições financeiras no Brasil, resultando no desvio de aproximadamente R$ 420 milhões por meio de transferências realizadas via Pix. Apesar da gravidade do caso, o Banco Central conseguiu agir rapidamente e bloqueou parte dos valores desviados, enquanto as investigações seguem em andamento.

Ataque hacker provoca desvio milionário

Segundo informações confirmadas por fontes ligadas ao setor financeiro, o golpe direcionado à empresa de tecnologia Sinqia resultou no desvio de R$ 380 milhões do banco HSBC e R$ 40 milhões da Artta. A empresa é responsável por fornecer soluções de integração entre bancos e o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central.

De acordo com a Sinqia, a infraestrutura central do Pix não foi comprometida. Em nota oficial, a companhia informou que apenas um número limitado de instituições foi afetado e que não há indícios de exposição de dados pessoais.

O Banco Central identificou o ataque hacker ainda em andamento e cortou imediatamente a conexão da operadora com a rede financeira nacional. A ação rápida permitiu o bloqueio de cerca de R\$ 350 milhões, reduzindo parte do impacto causado. A Polícia Federal foi acionada e já conduz a investigação sobre a origem da invasão e a possível recuperação dos recursos restantes.

A Artta informou, em comunicado, que os valores desviados estavam em contas mantidas diretamente junto ao Banco Central para liquidação interbancária, sem envolvimento das contas de clientes. O HSBC, por sua vez, ainda não se manifestou oficialmente sobre o ocorrido.

A Sinqia afirmou ter contratado especialistas forenses para apurar as falhas de segurança que possibilitaram o ataque hacker. A empresa informou ainda que está reconstruindo os sistemas atingidos em um novo ambiente, reforçado por monitoramento contínuo e camadas adicionais de proteção.

Esse episódio ocorre pouco tempo após outro golpe de grandes proporções, registrado em julho, quando quase R$ 1 bilhão foi desviado a partir de vulnerabilidades em sistemas da C\&M Software, também utilizada por bancos e corretoras. Até o momento, não há indícios de que os dois casos estejam relacionados.

Mudanças no Pix e mecanismos de devolução

Um dia antes do ataque hacker, o Banco Central anunciou novas regras para o Pix, voltadas ao aprimoramento do mecanismo de devolução de recursos em situações de fraude. A partir de 23 de novembro, de forma facultativa, e em 2 de fevereiro, de forma obrigatória, o sistema permitirá rastrear os caminhos percorridos pelo dinheiro, aumentando as chances de recuperação.

Segundo o BC, a segurança continua sendo um dos principais pilares do Pix, e o processo de aprimoramento é permanente para garantir a proteção dos usuários.

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