*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A noite da última segunda-feira, dia 6 de abril, foi marcada por uma operação da Polícia Militar que desarticulou um esquema de saques irregulares em caixas eletrônicos na capital.
Entre os três detidos, destaca-se a presença da influenciadora digital Maria Eduarda, conhecida como Eduarda Culca, que foi flagrada atuando como motorista para o grupo em um supermercado na Avenida dos Trabalhadores.
O FLAGRANTE NO JARDIM ITÁLIA
A ação policial teve início após uma denúncia de uma testemunha que estranhou a movimentação de um homem em um caixa eletrônico no bairro Jardim Itália. Segundo o relato, o suspeito realizava diversos saques utilizando cartões variados e, logo em seguida, dirigia-se a um veículo estacionado nas proximidades para entregar o dinheiro.
Ao abordar o veículo, os policiais identificaram que Eduarda Culca estava ao volante. Durante a abordagem, a influenciadora teria demonstrado nervosismo e chegado a chorar. Pressionada, a dupla confessou a participação no esquema, revelando que receberiam uma quantia de R$ 200 pelo “serviço” de realizar os saques e a logística.
A investigação preliminar revelou uma modalidade moderna de fraude bancária. O grupo utilizava o envio de imagens de QR Code para uma terceira pessoa que não estava no local. Esta pessoa, de forma remota, autorizava os saques, permitindo que o dinheiro fosse retirado sem a necessidade de senhas tradicionais ou a presença do titular da conta.
No interior do veículo utilizado pela influenciadora, a PM encontrou diversos cartões bancários com códigos de identificação e aproximadamente R$ 15 mil em espécie, fruto dos saques realizados na noite.
APREENSÕES E DESDOBRAMENTOS
Dando continuidade à ocorrência, os suspeitos indicaram o endereço da pessoa responsável por liberar os saques remotamente. Embora a mulher não tenha sido localizada no imóvel, os policiais realizaram uma busca no local e apreenderam um verdadeiro “arsenal” de logística criminosa, como notas promissórias e mais dinheiro em espécie, um drone e rádios comunicadores e aparelhos celulares.
O caso agora segue para a Polícia Civil, que investigará a extensão da organização criminosa e se há mais vítimas do golpe do QR Code em Mato Grosso.

