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Leia: Inadimplência atinge 5,5% e alcança maior nível desde 2017, aponta Banco Central
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21 de outubro de 2026 21:51

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OpiniãoMT > Blog > Governo Lula > Inadimplência atinge 5,5% e alcança maior nível desde 2017, aponta Banco Central
Governo Lula

Inadimplência atinge 5,5% e alcança maior nível desde 2017, aponta Banco Central

Inadimplência sobe a 5,5% em janeiro, maior nível desde 2017, em meio a juros elevados e retração do crédito no Brasil.

Redação OPMT
Publicado em: 27 de fevereiro de 2026
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5 Minutos de Leitura
Inadimplência atinge 5,5% e alcança maior nível desde 2017, aponta Banco Central
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A inadimplência de consumidores e empresas em operações com recursos livres voltou a crescer no Brasil e atingiu 5,5% em janeiro, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O índice representa o patamar mais elevado desde agosto de 2017 e evidencia o impacto do cenário de juros altos sobre famílias e companhias.

De acordo com o levantamento, houve avanço de 0,1 ponto percentual na comparação com dezembro, quando a taxa estava em 5,4%. No acumulado de 12 meses, a alta é de 1,1 ponto percentual. O movimento ocorre em um contexto de política monetária restritiva, com a taxa básica de juros, a Selic, mantida em 15% ao ano — o maior nível registrado em quase 20 anos.

Inadimplência cresce em meio a juros elevados

Os dados mostram que o aumento da inadimplência acompanha um ambiente de crédito mais caro e restrito. Em janeiro, as concessões de empréstimos pelo sistema financeiro recuaram 18,9% em relação a dezembro. Já o estoque total de crédito apresentou retração de 0,2%, encerrando o mês em R$ 7,116 trilhões.

No segmento de recursos direcionados, a queda nas concessões foi ainda mais expressiva, com recuo de 32,9% no período analisado. O cenário indica desaceleração na oferta de crédito no início do ano, refletindo tanto a postura cautelosa das instituições financeiras quanto a demanda mais contida por parte de consumidores e empresas.

Custo do crédito também sobe

Além da elevação na inadimplência, o custo do crédito apresentou novo avanço. A taxa média de juros nas operações com recursos livres chegou a 47,8% ao ano em janeiro, aumento de 1,2 ponto percentual frente ao mês anterior.

O spread bancário — diferença entre o custo de captação das instituições financeiras e o valor cobrado dos clientes — também subiu, passando de 33,0 para 34,3 pontos percentuais nas operações com recursos livres.

Considerando todo o Sistema Financeiro Nacional, a inadimplência total ficou em 4,2%. No crédito destinado às famílias, a taxa atingiu 5,2%, enquanto no segmento empresarial foi de 2,6%.

Número de negativados bate recorde

Levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil aponta que o país iniciou 2026 com 73,3 milhões de consumidores com restrições no nome. O volume representa 43,88% da população adulta e configura o pior resultado da série histórica.

Na comparação com janeiro de 2025, o número de negativados cresceu 9,39%. Entre os jovens adultos, 52,71% estão inadimplentes, segundo as entidades. O dado reforça o impacto do cenário econômico sobre a parcela mais ativa da população economicamente.

Copom mantém selic e sinaliza possível flexibilização

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15% na reunião de janeiro, repetindo a decisão pela quinta vez consecutiva. No entanto, o colegiado indicou a possibilidade de iniciar um ciclo de redução dos juros já em março, caso os sinais de desaceleração da atividade econômica se confirmem.

De acordo com o boletim Focus, a projeção mediana do mercado financeiro aponta para uma Selic de 12,25% ao final de 2026.

No Relatório de Política Monetária divulgado em dezembro, o Banco Central mencionou que parte da elevação da inadimplência ao longo de 2025 esteve relacionada a mudanças nas regras de classificação de crédito. Ainda assim, a autoridade monetária reconheceu que a manutenção de juros elevados por período prolongado pressiona o orçamento de famílias e empresas, contribuindo para o aumento dos atrasos.

Avaliação de analistas

Especialistas avaliam que o comportamento da inadimplência está diretamente associado ao tempo em que as taxas permanecem em níveis elevados. Segundo análise divulgada na imprensa especializada, períodos prolongados de juros altos tendem a elevar os atrasos nos pagamentos, especialmente em operações de crédito livre.

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