*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com o apoio estratégico da Polícia Militar, deflagrou na manhã da última sexta-feira, dia 27 de março, a Operação Agroseguro.
A ofensiva visa desmantelar uma célula de uma organização criminosa que exercia um controle ditatorial sobre o distrito de Garça Branca, no município de Pedra Preta, aterrorizando produtores rurais e trabalhadores da região.
Ao todo, estão sendo cumpridos 15 ordens judiciais de busca e apreensão. As investigações revelaram uma estrutura hierárquica profissionalizada, que misturava tráfico de drogas com um sofisticado sistema de extorsão e monitoramento.

INFILTRAÇÃO EM FAZENDAS E FALSA PROTEÇÃO
O modus operandi da quadrilha chamou a atenção dos investigadores pela audácia. O grupo infiltrava membros da facção em propriedades rurais como se fossem trabalhadores comuns. Uma vez dentro das fazendas, esses criminosos atuavam como “vigias” da organização, monitorando a rotina de proprietários e administradores.
A partir desse controle, a facção passava a cobrar valores das vítimas para oferecer uma falsa “proteção” no distrito. Aqueles que se recusavam a pagar sofriam intimidações, interferências diretas nas relações de trabalho e ameaças de morte.
BASE OPERACIONAL NO DISTRITO DE GARÇA BRANCA
As investigações apontam que o distrito de Garça Branca servia como o “quartel-general” do grupo. Diversos imóveis na localidade eram utilizados para armazenamento de entorpecentes, consolidando o tráfico na região rural. Além de ocultação de bens ilícitos, na qual mantinham esconderijo de produtos oriundos de roubos e receptação e depósito de equipamentos de comunicação utilizados para monitorar a frequência policial e coordenar as ações criminosas.

