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Leia: Floresta Amazônica bate novo recorde de queimadas em 2024
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21 de outubro de 2026 21:24

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Governo Lula

Floresta Amazônica bate novo recorde de queimadas em 2024

O Pará lidera o número de focos de incêndio no Brasil em 2024, com mais de 57 mil registros, destacando a vulnerabilidade da Amazônia.

Redação OPMT
Publicado em: 20 de dezembro de 2024
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3 Minutos de Leitura
Floresta Amazônica bate novo recorde de queimadas em 2024
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Menos de um ano antes de sediar a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), a floresta amazônica na região do Pará enfrenta um desafio ambiental alarmante: lidera o número de focos de incêndio no Brasil em 2024. Entre janeiro e dezembro, o estado contabilizou 57.551 focos, o que representa 20,1% do total registrado no país, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).  

Floresta Amazônica ardendo em chamas  

Além do alto número de focos de incêndio, o Pará viu 6,97 milhões de hectares de vegetação serem consumidos pelo fogo nos primeiros 11 meses de 2024, segundo o Monitor do Fogo, do MapBiomas. Este total equivale a 41% da área queimada na Amazônia no período, tornando o bioma ainda mais vulnerável às mudanças climáticas e à degradação ambiental.  

A Amazônia registrou o maior número de focos de calor dos últimos 17 anos. De acordo com o Monitor do Fogo, entre janeiro e novembro de 2024, 29,7 milhões de hectares foram queimados no Brasil, quase o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior.  

No comparativo entre biomas, a Amazônia liderou com 50,6% de todos os focos do país, seguida pelo Cerrado (29,6%), Mata Atlântica (7,7%), Caatinga (6,5%), Pantanal (5,3%) e Pampa (0,3%).  

Outros estados da região, como Mato Grosso e Tocantins, também enfrentaram grandes áreas devastadas, com 6,8 milhões e 2,7 milhões de hectares queimados, respectivamente. Juntos, os três estados somam mais da metade de toda a área queimada no Brasil em 2024.  

A crise ambiental no Pará teve reflexos diretos na qualidade de vida das comunidades locais. Em novembro, Santarém declarou situação de emergência ambiental devido à piora significativa da qualidade do ar. Na mesma época, a comunidade ribeirinha de Igarapé do Costa relatou a morte de milhares de peixes, comprometendo a subsistência de pescadores e trazendo à tona os impactos das queimadas na biodiversidade.  

Medidas contra os focos de incêndio  

A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) do Pará anunciou esforços para conter os focos de incêndio e combater os danos ambientais. Entre as ações, destaca-se o reforço no número de bombeiros atuando no combate às queimadas, com a adição de 40 novos profissionais, totalizando 120 em cinco frentes de trabalho.  

Além disso, o estado solicitou apoio do governo federal e integra o Centro Integrado Multiagências de Coordenação Operacional Nacional, que reúne órgãos como IBAMA, ICMBio, FUNAI e Ministério do Meio Ambiente para alinhar estratégias de combate ao fogo.  

Mesmo com essas medidas, a Semas ressalta que a maior inflamabilidade da floresta neste período contribui para o aumento dos focos de calor, mesmo em um ano marcado pela redução histórica do desmatamento no estado, que caiu 28,4% em 2024.

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