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Leia: Fim da escala 6×1 avança na Câmara após aprovação na CCJ
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8 de junho de 2026 10:43

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OpiniãoMT > Blog > Brasília > Fim da escala 6×1 avança na Câmara após aprovação na CCJ
Brasília

Fim da escala 6×1 avança na Câmara após aprovação na CCJ

CCJ aprova admissibilidade da PEC do fim da escala 6×1 e proposta segue para comissão especial na Câmara dos Deputados.

última atualização: 23 de abril de 2026 09:09
Redação OPMT
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4 Minutos de Leitura
Fim da escala 6×1 avança na Câmara após aprovação na CCJ
Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Imagem: Redes Sociais.
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A proposta que trata do Fim da Escala 6×1 deu um passo importante na Câmara dos Deputados após a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovar sua admissibilidade nesta quarta-feira (22). Com a decisão, o texto segue para a próxima etapa de tramitação, que será a análise por uma comissão especial a ser instalada pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Fim da escala 6×1 passa pela CCJ e segue para nova fase

A análise realizada pela CCJ não abordou o conteúdo da proposta, mas apenas sua constitucionalidade e os critérios formais exigidos. O parecer foi apresentado pelo deputado Paulo Azi (União-BA), que já havia sinalizado posição favorável anteriormente, durante a fase em que houve pedido de vista.

Com a admissibilidade confirmada, a proposta avança no processo legislativo e abre espaço para debates mais aprofundados sobre as mudanças previstas nas regras trabalhistas.

Propostas em discussão sobre jornada de trabalho

Atualmente, a tramitação reúne duas iniciativas distintas que tratam da reorganização da jornada de trabalho e do modelo de escala.

Redução gradual da carga horária

Uma das propostas, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), sugere a diminuição da jornada semanal de trabalho de 44 para 36 horas. A mudança seria implementada de forma progressiva ao longo de um período de dez anos, permitindo adaptação gradual do mercado.

Novo modelo de escala 4×3

Outra iniciativa, apresentada pela deputada Erika Hilton (Psol-SP), propõe uma alteração mais imediata. O texto defende a adoção da escala 4×3, em que o trabalhador atuaria por quatro dias e teria três dias de descanso, mantendo a remuneração.

Impactos econômicos entram no centro do debate

Mesmo sem entrar no mérito da proposta nesta fase, o relator destacou pontos que devem dominar as discussões futuras. Entre eles, está a necessidade de equilíbrio entre as mudanças trabalhistas e os impactos sobre a economia.

Durante a apresentação do parecer, foi ressaltada a importância de um debate técnico, evitando distorções. Também foi mencionada a necessidade de planejamento para garantir uma transição segura entre os modelos atuais e os novos formatos propostos.

Principais pontos levantados

Entre os temas centrais que devem ser debatidos nas próximas etapas estão:

  • Redução da jornada semanal de trabalho;
  • Implementação gradual das mudanças;
  • Discussão sobre o fim da escala 6×1;
  • Manutenção dos salários como base da proposta.

Possíveis ajustes na comissão especial

Embora a CCJ não tenha alterado o texto, o relatório apresentado já indicou diretrizes que podem influenciar a próxima fase de tramitação.

Flexibilização das regras na Constituição

Uma das sinalizações é evitar que as normas sobre jornada e escalas sejam totalmente engessadas na Constituição. A proposta é permitir maior espaço para negociação coletiva entre empresas e trabalhadores.

Transição planejada

Outro ponto levantado é a necessidade de estabelecer regras claras para a implementação das mudanças, evitando impactos bruscos no mercado de trabalho.

Avaliação de medidas compensatórias

Também foi mencionada a possibilidade de adoção de mecanismos econômicos para reduzir eventuais custos para o setor produtivo, como políticas de desoneração.

Diferenças entre setores

O relator indicou ainda que os efeitos da redução da jornada podem variar conforme o setor econômico, sendo necessária uma análise específica para cada segmento.

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