*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O cenário político de Mato Grosso vive um início de semana intenso com a oficialização da saída de Fábio Garcia (União Brasil) do primeiro escalão do Governo. Em vídeo publicado nas redes sociais no último domingo, dia 29 de março, direto de Rondolândia, o secretário-chefe da Casa Civil iniciou a despedida oficial, enquanto, nos bastidores, o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB/Podemos), comentava as possíveis trocas partidárias que envolvem o grupo governista.
O BALANÇO DOS TRABALHOS
Fábio Garcia encerra a passagem dele pela Casa Civil, afirmando que visitou todos os 142 municípios do estado ao longo da gestão, sendo 106 deles apenas nos últimos 60 dias. Em tom de gratidão, o secretário confirmou o retorno dele à Câmara Federal.
“Essa é a última viagem que eu faço como secretário-chefe da Casa Civil. Quero expressar a cada mato-grossense a minha eterna gratidão por tanto carinho e apoio”, declarou Fábio.
Sobre a intensidade do cargo, ele destacou o legado deixado.
“Foi uma jornada árdua, de muito trabalho, muito intensa. Mas eu saio dela com aquela sensação de ter ajudado a construir um estado melhor, com investimentos, obras e apoio que melhorassem a vida das pessoas”, afirmou.
OS BASTIDORES
Apesar das especulações de que Fábio Garcia poderia deixar o União Brasil para se filiar ao Podemos e compor como vice na chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos), o deputado Max Russi esfriou as expectativas sobre essa migração imediata.
“Acho que não. Acho que o Fábio permanece no União Brasil, eles têm uma boa construção de chapa lá. Estou trabalhando alguns outros nomes para vir para o Podemos, mas ainda são conversas, ainda de forma embrionária”, afirmou Russi.
Entretanto, Max confirmou que o diálogo está avançado com a deputada federal Gisela Simona, que deixa o cargo em Brasília com o retorno de Fábio. Segundo o presidente da ALMT, Gisela já teve uma “conversa boa” com a presidência nacional do Podemos em Brasília, sinalizando uma possível mudança de legenda.
PRIMEIRA-DAMA VIRGÍNIA MENDES: “POSSIBILIDADE ZERO”
Russi também foi categórico ao descartar a filiação da primeira-dama Virginia Mendes ao Podemos, mesmo após convites para que ela assumisse o comando nacional do “Podemos Mulher”.
“Possibilidade zero. Seria bom para o Podemos, mas ela vai andar no mesmo partido do Mauro. Se viesse, viria o Mauro junto. Acho que nenhum dos dois vem, eles vão ficar no União”, sentenciou o parlamentar.
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