O jornalista Paulo Figueiredo, que vive atualmente nos Estados Unidos, afirmou que o governo norte-americano cancelou os vistos do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente do Senado. Segundo ele, a medida também teria atingido familiares das duas autoridades.
Paulo Figueiredo fez uma publicação nas redes sociais
Em publicação na rede social X, Paulo Figueiredo declarou: “Enquanto a Polícia Federal vem com indiciamentos inúteis, confirmo que o senador Rodrigo Pacheco e o ministro Ricardo Lewandowski — e seus familiares — tiveram seus vistos americanos revogados pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos da América.”
A fala de Paulo Figueiredo foi divulgada no mesmo dia em que o ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro foram indiciados pela Polícia Federal por suposta obstrução de Justiça.
Até o momento, nem Rodrigo Pacheco nem Ricardo Lewandowski confirmaram a informação divulgada pelo jornalista.
Paulo Figueiredo reforça confiança em sua fonte
Em entrevista ao portal Poder360, Paulo Figueiredo afirmou que a notícia se baseia na mesma fonte que já havia antecipado o cancelamento de vistos de outros ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). “Minha fonte é indiscutível. A mesma que informou anteriormente sobre os cancelamentos. A fonte fui eu”, declarou.
De acordo com o jornalista, a revogação do visto de Pacheco seria um recado direcionado aos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Figueiredo afirmou que os dois poderiam ser os próximos a perder o direito de entrada nos EUA, caso continuem impedindo a tramitação de propostas de anistia aos investigados pelos atos de 8 de janeiro.
Ainda segundo Paulo Figueiredo, o cancelamento do visto de Ricardo Lewandowski estaria relacionado à sua atuação tanto como ministro do STF quanto agora à frente do Ministério da Justiça. “Era importante que um ministro diretamente ligado ao presidente Lula sofresse as consequências”, disse ao Poder360.
Histórico de medidas semelhantes
O suposto cancelamento se somaria a outras ações dos EUA contra autoridades brasileiras. Já teriam sido afetados ministros do STF, como Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Edson Fachin, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também teria sido atingido, além de familiares do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e ex-integrantes do programa Mais Médicos.

