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Leia: Estatais federais acumulam déficit de R$ 8,3 bil em 2026, aponta BC
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21 de outubro de 2026 19:52

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OpiniãoMT > Blog > Governo Lula > Estatais federais acumulam déficit de R$ 8,3 bil em 2026, aponta BC
Governo Lula

Estatais federais acumulam déficit de R$ 8,3 bil em 2026, aponta BC

Estatais federais registram déficit de R$ 476 milhões em julho e acumulam resultado negativo de R$ 8,3 bilhões em 2026.

Redação OPMT
Publicado em: 31 de agosto de 2026
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6 Minutos de Leitura
Estatais federais acumulam déficit de R$ 8,3 bil em 2026, aponta BC
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As estatais federais registraram déficit de R$ 476 milhões em julho de 2026, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (31). Com o resultado do mês, as empresas públicas federais acumulam um saldo negativo de R$ 8,3 bilhões nos sete primeiros meses do ano, enquanto o conjunto das estatais estaduais e municipais também apresentou resultado deficitário no período.

Estatais registram déficit de R$ 1,1 bilhão em julho

O levantamento do Banco Central mostra que as empresas estatais das três esferas de governo tiveram, juntas, um déficit de aproximadamente R$ 1,1 bilhão em julho.

As estatais federais responderam pela parcela de R$ 476 milhões do resultado negativo. Já as empresas controladas pelos governos estaduais apresentaram déficit de R$ 653 milhões.

Na direção contrária, as estatais municipais registraram superávit de R$ 18 milhões no mesmo mês. O resultado positivo, entretanto, não foi suficiente para compensar os déficits registrados pelas empresas federais e estaduais.

Os números fazem parte do Boletim de Estatísticas Fiscais divulgado pelo Banco Central, que acompanha os resultados das empresas públicas dentro das estatísticas fiscais do setor público.

Déficit das estatais federais se concentra ao longo de 2026

O desempenho negativo das estatais federais não se restringe a julho. Os dados do Banco Central indicam que as contas dessas empresas foram pressionadas principalmente durante os primeiros meses do ano.

Em janeiro, o déficit chegou a R$ 3,33 bilhões, considerado o pior resultado mensal das estatais federais em 2026 até julho. No mês seguinte, o resultado negativo foi de R$ 829 milhões.

Em março, o déficit recuou para R$ 249 milhões. Já em abril, as empresas federais voltaram a apresentar uma deterioração significativa, com resultado negativo de R$ 1,53 bilhão.

Maio apresentou uma redução expressiva do déficit, que ficou em R$ 27 milhões. Em junho, porém, o resultado voltou a piorar, alcançando R$ 1,84 bilhão negativos.

Em julho, o déficit foi de R$ 476 milhões.

Com esses resultados acumulados, as estatais federais chegaram aos primeiros sete meses de 2026 com déficit de R$ 8,3 bilhões.

Petrobras e Eletrobras ficam fora do cálculo

O indicador divulgado pelo Banco Central possui uma particularidade importante: o levantamento não considera algumas das maiores empresas estatais do país, entre elas Petrobras e Eletrobras.

Dessa forma, os números apresentados pelo BC estão relacionados principalmente às empresas federais que dependem de recursos do Tesouro Nacional ou que apresentam maior nível de fragilidade financeira.

A metodologia utilizada pelo Banco Central, portanto, não representa o resultado financeiro de todas as empresas controladas pela União.

Correios estão entre os principais pontos de pressão

Entre as empresas que enfrentam dificuldades financeiras está os Correios. A estatal encerrou 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões, conforme informações divulgadas pela própria empresa.

Diante do agravamento da situação financeira, os Correios contrataram, no ano passado, um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a um grupo de bancos. A operação contou com garantia da União e foi vinculada à execução de um plano de reestruturação da empresa.

O financiamento foi estruturado com condições relacionadas à implementação das medidas previstas para recuperar a situação financeira dos Correios.

A empresa vem passando por um processo de reorganização diante dos resultados negativos e da necessidade de melhorar sua capacidade financeira e operacional.

Governo prevê aporte de R$ 6 bilhões nos Correios em 2027

Além dos números divulgados pelo Banco Central sobre as estatais, o governo federal anunciou uma medida específica para os Correios.

Em nota divulgada no domingo (30), os ministérios do Planejamento e Orçamento, da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e das Comunicações informaram que está previsto um aporte de R$ 6 bilhões na estatal em 2027.

A previsão deverá ser incluída no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, documento que será encaminhado ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31).

Segundo os ministérios, os recursos têm como objetivo proporcionar maior estabilidade financeira aos Correios durante a execução do plano de reestruturação.

O governo afirma que o aporte deverá contribuir para que a empresa avance nas negociações com clientes e fornecedores e dê continuidade às medidas previstas para recuperar seus resultados financeiros.

Reestruturação busca melhorar situação financeira

A situação dos Correios está diretamente relacionada ao cenário das estatais federais que apresentam dificuldades financeiras. O empréstimo de R$ 12 bilhões contratado anteriormente e o possível aporte de R$ 6 bilhões previsto para 2027 fazem parte de medidas voltadas à sustentação financeira da empresa.

A expectativa apresentada pelo governo é de que a reestruturação permita aos Correios recuperar gradualmente sua capacidade de geração de resultados positivos. O aporte previsto, entretanto, ainda depende da tramitação e aprovação do orçamento de 2027 pelo Congresso Nacional.

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