*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O episódio da última quinta-feira, dia 16 de julho, do podcast Pode Opinar, produzido pelo site Opinião MT, trouxe uma conversa enriquecedora sobre carreira, visão de mundo e o complexo cenário das Relações Internacionais. A jornalista Sêmia Mauad recebeu a estudante e criadora de conteúdo Ingrid Lemos, que detalhou sua transição de Cuiabá para Curitiba em busca da formação acadêmica e experiências práticas no campo internacional.
FORMAÇÃO E ESCOLHA DE CARREIRA
Durante a entrevista, Ingrid explicou que a vocação para a área surgiu após participar de simulações da ONU. Atualmente cursando Relações Internacionais, ela destaca a natureza multidisciplinar da graduação, que integra conhecimentos de filosofia, política, economia, história e direito, capacitando o profissional a interpretar cenários geopolíticos globais.
Com planos claros para o futuro, Ingrid revelou que pretende cursar Direito após concluir a graduação atual, com o objetivo de especializar-se em Direito Internacional.
EXPERIÊMCIA DE MERCADO E ATUAÇÃO PROFISSIONAL
A trajetória profissional de Ingrid já é marcada por experiências relevantes. Ela relembrou o período em que atuou voluntariamente por 10 meses no consulado honorário de Luxemburgo, onde teve contato direto com atendimento ao público e análise documental.
Hoje, a carreira dela foca no Direito Internacional Privado e em propriedade intelectual. A estudante divide a atuação profissional entre advocacias especializadas em imigração nos Estados Unidos e a gestão de marcas.
ANÁLISES SOBRE GEOPOLÍTICA E BRASIL
Ao ser questionada sobre o cenário global, Ingrid ofereceu uma leitura crítica sobre a figura de Donald Trump, descrevendo-o como um negociador de perfil “protecionista”, focado na soberania dos interesses dos Estados Unidos e na manutenção do controle global.
Sobre o Brasil, a estudante ressaltou o prestígio da diplomacia brasileira no exterior, mas ponderou que o país ainda enfrenta vulnerabilidades em mesas de negociação devido aos seus desafios internos. Para ela, a superação da polarização política e o combate à corrupção no país passam, necessariamente, por investimentos em educação e conscientização social.
SOFT POWER E CULTURA POP
O diálogo também abordou a influência de grandes eventos na imagem das nações. Ingrid explicou o conceito de soft power, exemplificando como eventos como a Copa do Mundo transcendem o esporte, funcionando como vitrines que vendem valores culturais e ideais de união global.
Para quem deseja se aventurar nos temas de Relações Internacionais, Ingrid deixou dicas de entretenimento que refletem dinâmicas reais da área, citando a complexidade das disputas de poder presentes, por exemplo, na série Game of Thrones.
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