*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Na manhã desta terça-feira, dia 26 de maio, a Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), cumpriu o mandado de prisão contra o empresário Rogério da Silva Amorim. Apontado pela Justiça como o mandante do assassinato da adolescente Maiana Mariano Vilela, de 16 anos, o empresário foi capturado e encaminhado à delegacia em Cuiabá para dar início ao cumprimento da pena.
A chegada de Rogério Amorim à sede da DHPP foi registrada em vídeo. O empresário passou pelos procedimentos de praxe e será transferido para uma unidade prisional do estado.
O CRIME E O DESAPARECIMENTO DA ADOLESCENTE EM 2011
O trágico enredo que tirou a vida de Maiana Vilela começou em dezembro de 2011, na capital mato-grossense. No dia 21 daquele mês, a adolescente desapareceu misteriosamente logo após ir a uma agência bancária no bairro CPA II para descontar um cheque no valor de R$ 500,00.
De acordo com as investigações da época, Maiana mantinha um relacionamento extraconjugal com o empresário Rogério Amorim há cerca de um ano, sendo que os dois estavam morando juntos há aproximadamente cinco meses antes do crime.
Conforme a denúncia oferecida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o motivo do assassinato foi a suposta extorsão que a adolescente estaria praticando contra o ex-amante. Incomodado com a situação, Rogério armou uma emboscada. Ordenou que a jovem sacasse o dinheiro no banco e o levasse até uma chácara na região metropolitana. Ao chegar ao local combinado, a menor foi rendida e morta por asfixia.
EXECUÇÃO COMPRADA POR R$ 5 MIL E COVA RASA
Para se livrar da adolescente, o empresário contratou os serviços de Paulo Ferreira Martins e Carlos Alexandre da Silva. Pela execução do crime, a dupla recebeu a quantia de R$ 5.000,00 de Rogério.

Após a asfixia, o corpo de Maiana foi colocado em um veículo e levado para uma área de mata fechada na região do Coxipó do Ouro. Lá, os criminosos enterraram a adolescente em uma cova rasa. Os restos mortais da jovem foram localizados pela polícia cinco meses depois.
CONDENAÇÕES E PENAS DOS ENVOLVIDOS
O caso tramitou na Justiça de Mato Grosso por anos, culminando em condenações severas no Tribunal do Júri.
Rogério da Silva Amorim, considerado o mandante do crime, foi condenado a 20 anos e 3 meses de prisão em regime inicialmente fechado. Ele responde por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, mediante recompensa e por uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Paulo Ferreira Martins, identificado como executor do assassinato, confessou ter asfixiado a adolescente. Foi condenado a 18 anos e 9 meses de prisão por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.
Já Carlos Alexandre da Silva, condenado como cúmplice do crime, foi acusado de ajudar a ocultar o cadáver da jovem, e chegou a ser condenado em 2016 a um ano e seis meses em regime aberto. No entanto, a sentença foi anulada, obrigando o réu a passar por um novo julgamento.
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