O delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho voltou ao centro das atenções após ser expulso dos Estados Unidos. O episódio recente reacendeu informações sobre um caso ocorrido em 2016, quando o delegado se envolveu em um acidente de trânsito com vítima fatal no interior de São Paulo.
Caso envolvendo delegado ocorreu em 2016
Em outubro de 2016, o delegado conduzia um veículo de luxo pela Rodovia Raposo Tavares, na região de Sorocaba, quando colidiu na traseira de uma motocicleta pilotada pelo vigilante Francisco Lopes da Silva Neto, de 38 anos. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu após o impacto.
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Na ocasião, o teste do bafômetro indicou que o delegado estava sob efeito de álcool e conduzia o veículo com sua CNH vencida há um ano e três meses. O caso foi enquadrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor, com agravante pela ingestão de bebida alcoólica.
Processo judicial e desfecho
A defesa do delegado buscou encerrar o processo por meio de recurso ao Superior Tribunal de Justiça, mas a tentativa não foi acolhida pela Sexta Turma em novembro de 2019. Posteriormente, em setembro de 2020, a Justiça de São Paulo decidiu pela absolvição.
A decisão ocorreu após o pagamento de indenização à família da vítima por danos materiais e morais. O vigilante deixou esposa e duas filhas.
Expulsão do delegado dos Estados Unidos
Mais recentemente, o delegado esteve nos Estados Unidos em missão oficial, atuando em cooperação com autoridades locais. Durante esse período, ele trabalhou junto ao Departamento de Segurança Interna norte-americano.
A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil informou, por meio de publicação nas redes sociais, que o delegado foi retirado do país sob a alegação de tentativa de interferência no sistema migratório. A mensagem destacou que estrangeiros não podem contornar procedimentos formais relacionados a extradição ou questões políticas em território norte-americano.
Posicionamento das autoridades
A Polícia Federal declarou que o delegado estava no exterior em atividade oficial, mas afirmou que não recebeu detalhes sobre os motivos que levaram à expulsão. A medida foi classificada como compulsória pelas autoridades brasileiras.
O governo federal também se manifestou. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que, caso seja constatado abuso por parte das autoridades norte-americanas, o Brasil poderá adotar medidas de resposta.

