O senador Flávio Bolsonaro afirmou que não pretende extinguir o Pix caso seja eleito presidente da República. A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais na quinta-feira (2), em meio a debates políticos sobre o sistema de pagamentos instantâneos.
Flávio Bolsonaro nega fim do Pix
Durante a publicação, o parlamentar classificou como falsas as alegações de que acabaria com o Pix. Segundo ele, a informação tem sido difundida por adversários políticos e não possui fundamento.
O senador também destacou a relevância do sistema para o país, descrevendo-o como um patrimônio nacional. Na gravação, ele atribuiu a criação da ferramenta ao governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, ressaltando sua importância para a população.
Ainda no vídeo, o pré-candidato fez críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT), afirmando que adversários políticos estariam disseminando desinformação sobre suas propostas.
Ele também mencionou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sugerindo que o governo atual teria interesse em criar tributos sobre o sistema de pagamentos, embora não tenha apresentado medidas concretas nesse sentido.
Simulação com inteligência artificial
Em outro momento, Flávio Bolsonaro divulgou um vídeo em que simula perguntas feitas a um sistema de inteligência artificial, como o ChatGPT. Na simulação, ao questionar se ele acabaria com o Pix, a ferramenta responde que a informação não procede e seria um exemplo de fake news.
Lula defende o Pix em meio a críticas externas
Também na quinta-feira (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou o tema durante agenda oficial em Salvador, na Bahia. A declaração ocorreu durante visita às obras do VLT de Salvador.
Na ocasião, Lula afirmou que o Pix é uma solução brasileira consolidada e que não deve sofrer alterações em razão de pressões internacionais. A fala ocorreu após críticas feitas pelos Estados Unidos ao sistema de pagamentos do Brasil.
Relatório dos EUA cita o Pix
O governo norte-americano incluiu o Pix em um relatório anual do USTR. No documento, é apontado que o sistema brasileiro é operado e regulado pelo Banco Central do Brasil, o que, segundo o relatório, pode limitar a atuação de empresas estrangeiras no mercado de pagamentos. Entre as companhias mencionadas estão a Visa e a Mastercard, que atuam internacionalmente no setor.

