*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O clima político no Congresso Nacional atingiu níveis máximos de tensão na última quinta-feira, dia 26 de fevereiro. Em uma manobra considerada estratégica pela oposição, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho do presidente da República.
O requerimento, de autoria da deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT), solicita o detalhamento de todas as transações financeiras e dados fiscais do empresário no período compreendido entre janeiro de 2022 e janeiro de 2026.
ESTRATÉGIA E CONFUSÃO
A aprovação ocorreu em meio a um cenário de confusão e intensas discussões entre os membros do colegiado. A oposição conseguiu pautar e aprovar uma série de requerimentos em bloco, pegando a base governista de surpresa. O PT e partidos aliados tentaram obstruir a votação, mas não obtiveram êxito em barrar a medida que mira o círculo familiar do Planalto.
Após a votação, a Coronel Fernanda utilizou as redes sociais para relatar os bastidores do embate, classificando a sessão como um campo de batalha ideológico.
“Pessoal, aqui na comissão tá pegando fogo. O PT ficou à loucura. Perderam. Nós fomos estratégicos. As convocações que nós queríamos vamos conseguir fazer. O PT, como sempre, é na mentira, é ofendendo, é agredindo”, disparou a parlamentar mato-grossense.
No pronunciamento oficial dentro da comissão, a deputada reforçou o tom de enfrentamento e celebrou decisões recentes do Judiciário que, segundo ela, dão respaldo ao trabalho da CPMI. Ela fez questão de elogiar a postura do ministro do STF, André Mendonça.
“Nós só vamos terminar quando todos tiverem atrás das grades e que a Justiça seja feita. Quero dizer pro povo brasileiro que aqui nessa comissão temos mulheres de honra e homens de coragem que não têm medo de esforço pra fazer com que a verdade venha à tona”, afirmou Coronel Fernanda.
O QUE A CPMI BUSCA
A quebra de sigilo de Lulinha visa identificar se houve algum tipo de fluxo financeiro atípico que possa conectar empresas ligadas a ele com os esquemas de fraude apurados no INSS durante o período investigado.
Os próximos passos da comissão envolvem o recebimento dos dados por parte do Banco Central e da Receita Federal, que serão analisados reservadamente pelos técnicos da CPMI antes de eventuais convocações de depoentes.
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