*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A deputada Coronel Fernanda (PL) manifestou entusiasmo com o resultado da votação ao lado de aliados, como pré-candidato a presidência do Brasil, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL). Para a parlamentar mato-grossense, o desfecho da sessão representa uma mudança de paradigma na política brasileira.
“Hoje é um marco. O governo Lula acumula mais um revés, e, pela primeira vez, um nome indicado pelo presidente não consegue aprovação para o STF”, afirmou a Coronel Fernanda.
O senador Flávio Bolsonaro corroborou a visão, definindo a rejeição como uma “grande vitória de resgate das instituições”.
Segundo o senador, o resultado foi fruto de uma insatisfação com a postura do governo e de excessos cometidos por integrantes da Suprema Corte.
“Foi uma conjuntura de fatores e um momento do Senado mostrar para o povo que existe uma luz no fim do túnel”, declarou Flávio.
NÚMEROS DA REJEIÇÃO HISTÓRICA
A votação no Plenário do Senado foi apertada, mas suficiente para barrar a indicação presidencial.
Votos contrários: 42 senadores.
Votos favoráveis: 34 senadores.
Mínimo necessário: Eram precisos pelo menos 41 votos favoráveis para a aprovação do nome.
O arquivamento do nome de Jorge Messias surpreendeu por ocorrer logo após o indicado ter passado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Na comissão, Messias enfrentou cerca de oito horas de sabatina e conseguiu ser aprovado com um placar de 16 votos a 11.
Ao comparar com aprovações recentes na CCJ, os números mostram que a resistência a Messias já era superior à de outros indicados. Flávio Dino havia obtido 17 a 10 votos, André Mendonça recebeu 18 a 9 votos, e Gilmar Mendes 16 a 6 votos.
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