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5 de novembro de 2026 10:40

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OpiniãoMT > Blog > Economia > Copom mantém taxa Selic em 13,75% ao ano; maior do mundo
Economia

Copom mantém taxa Selic em 13,75% ao ano; maior do mundo

Copom mantém a taxa Selic em 13,75% ao ano. Brasil ocupa o primeiro lugar em ranking internacional de juros reais.

Redação OPMT
Publicado em: 5 de novembro de 2026
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6 Minutos de Leitura
Copom mantém taxa Selic em 13,75% ao ano; maior do mundo
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a taxa Selic em 13,75% ao ano, conforme anunciado nesta quarta-feira (4). A decisão, aprovada por unanimidade pelos integrantes do colegiado, mantém os juros básicos da economia brasileira no mesmo nível e reforça a estratégia da autoridade monetária de controlar a inflação. Com isso, o Brasil continua entre os países com os maiores custos reais de financiamento do mundo, ocupando a primeira posição em um levantamento que considera 40 economias.

Copom mantém taxa Selic e reforça combate à inflação

Na avaliação do Banco Central, a permanência da taxa Selic no atual patamar está alinhada ao objetivo de fazer com que a inflação se aproxime gradualmente da meta estabelecida para a economia brasileira.

Em seu comunicado oficial, o Copom ressaltou que as decisões relacionadas aos juros precisam considerar não apenas o comportamento dos preços, mas também os efeitos da política monetária sobre o desempenho econômico do país.

A instituição destacou que a condução dos juros deve contribuir para reduzir as variações da atividade econômica e criar condições favoráveis ao pleno emprego, mantendo a estabilidade dos preços como prioridade.

A decisão unânime demonstra que os integrantes do comitê consideraram adequado preservar o nível atual da taxa básica de juros diante das condições econômicas analisadas durante a reunião.

Expectativas econômicas influenciam cenário da taxa Selic

A manutenção dos juros acontece em meio a mudanças nas expectativas dos agentes financeiros em relação aos rumos da economia brasileira.

Após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), as projeções do mercado passaram por revisões. Entre as alterações observadas estão estimativas de inflação mais elevada, menor expansão da economia e valorização do dólar frente ao real.

As expectativas também passaram a indicar mudanças na trajetória futura dos juros, cenário acompanhado de perto pelo Banco Central na definição dos próximos passos da política monetária.

Essas projeções são consideradas importantes porque ajudam a instituição a avaliar possíveis pressões inflacionárias e os riscos associados ao comportamento da economia nos períodos seguintes.

Como a taxa Selic afeta o crédito e a economia brasileira

A taxa Selic é a principal referência dos juros no Brasil e exerce influência direta sobre diferentes operações financeiras. Seu comportamento interfere no custo dos empréstimos, financiamentos e outras modalidades de crédito disponíveis para consumidores e empresas.

Quando os juros permanecem elevados, o acesso ao crédito tende a ficar mais caro. Essa condição pode reduzir a procura por financiamentos, desestimular determinados investimentos e limitar o consumo das famílias.

Por outro lado, o encarecimento do crédito funciona como um mecanismo para diminuir a demanda por produtos e serviços, contribuindo para reduzir pressões sobre os preços.

Os efeitos das decisões do Banco Central, entretanto, não são imediatos. As mudanças na política monetária levam tempo para alcançar diferentes setores da economia e produzir resultados sobre a inflação e o nível de atividade econômica.

Meta de inflação orienta decisões do Banco Central

O Brasil adota o regime de metas de inflação como referência para a condução da política monetária. Desde janeiro de 2025, o objetivo central estabelecido é de 3% ao ano, com uma margem de tolerância que permite variações entre 1,5% e 4,5%.

Dentro desse modelo, o Banco Central utiliza a taxa Selic como instrumento para tentar manter a inflação dentro dos limites definidos.

Projeções futuras entram no cálculo do Copom

Na avaliação do comitê, os indicadores de inflação já divulgados representam apenas uma parte das informações necessárias para determinar o nível adequado dos juros.

Por esse motivo, os integrantes do Copom também analisam estimativas sobre o comportamento futuro dos preços, levando em consideração diferentes indicadores econômicos e as expectativas coletadas junto ao mercado financeiro.

Na reunião mais recente, o segundo trimestre de 2028 foi considerado o horizonte relevante para as projeções utilizadas pela autoridade monetária.

Essa análise permite que o Banco Central avalie antecipadamente possíveis riscos inflacionários e tome decisões considerando os efeitos esperados da política monetária nos próximos anos.

Brasil ocupa liderança mundial em juros reais

Além da manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano, outro dado que chama a atenção é a posição brasileira em um levantamento internacional sobre juros reais. O estudo compara as condições monetárias de 40 países e considera a taxa nominal de juros descontada da inflação projetada para os 12 meses seguintes.

Nesse levantamento, o Brasil aparece na primeira colocação, com juros reais estimados em 8,45%. A Rússia ocupa a segunda posição, com uma taxa real de 6,79%, ficando abaixo do resultado brasileiro.

O indicador demonstra a diferença entre os juros efetivamente praticados e a inflação esperada, oferecendo uma referência para comparar o custo real do dinheiro entre diferentes economias.

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