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Leia: Comissão do Senado aprova alternativa de isenção do IR para salários até R$ 5 mil
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23 de abril de 2026 18:36

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OpiniãoMT > Blog > Economia > Comissão do Senado aprova alternativa de isenção do IR para salários até R$ 5 mil
Economia

Comissão do Senado aprova alternativa de isenção do IR para salários até R$ 5 mil

Senado aprova projeto alternativo de isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil; medida pressiona Câmara a acelerar votação do tema.

última atualização: 24 de setembro de 2025 17:12
Redação OPMT
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3 Minutos de Leitura
Comissão do Senado aprova alternativa de isenção do IR para salários até R$ 5 mil
Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal. Imagem: Andressa Anholete/Agência Senado.
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A discussão sobre a isenção do IR para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil ganhou novo capítulo no Congresso. Enquanto a Câmara ainda não levou a proposta do governo a plenário, o Senado avançou com um projeto alternativo aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), aumentando a pressão sobre os deputados.

Aprovação na comissão de assuntos econômicos

Nesta quarta-feira (24), a CAE aprovou por unanimidade, com 21 votos favoráveis, um projeto que amplia a faixa de isenção do IR para rendimentos de até R$ 5 mil mensais. Por ter caráter terminativo, o texto pode seguir diretamente para a Câmara dos Deputados, sem precisar passar pelo plenário do Senado, salvo se houver recurso apresentado por parlamentares.

O Projeto de Lei 1.952/2019, relatado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), prevê ainda alíquotas reduzidas para contribuintes que recebem entre R$ 5 mil e R$ 7.350, alinhando-se parcialmente ao texto discutido na Câmara.

A proposta do Senado estabelece compensação de receitas por meio da elevação de impostos sobre rendimentos mais elevados. Quem recebe acima de R$ 600 mil por ano passaria a pagar alíquotas adicionais, com a cobrança podendo chegar a 10% para contribuintes com renda superior a R$ 1,2 milhão. A medida também cria um programa de regularização tributária para devedores do IR com rendimentos de até R$ 7.350.

O debate sobre a isenção do IR trouxe à tona divergências políticas entre Renan Calheiros e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Renan acusa Lira de tentar barrar o aumento da tributação sobre empresas de apostas online e sobre a remessa de dividendos ao exterior. Já Lira defende que seu relatório é fruto de consenso entre líderes partidários e que busca promover maior justiça tributária sem prejudicar a economia.

Pressão sobre a Câmara dos Deputados

A aprovação na CAE foi interpretada como fator determinante para a Câmara finalmente marcar a votação da proposta do governo federal. Em reunião de líderes, ficou decidido que o texto será analisado no plenário em 1º de outubro. Segundo o senador Eduardo Braga (MDB-AM), a movimentação no Senado foi essencial para garantir que o tema voltasse à agenda dos deputados.

Outro ponto de disputa envolve a data de início da isenção do IR. Enquanto o governo defende a aplicação a partir de janeiro de 2026, líderes da Câmara articulam para que a medida só entre em vigor em 2027, sob argumento de evitar impacto no processo eleitoral. Renan Calheiros critica a proposta, afirmando que trabalhadores de baixa renda não podem esperar dois anos para usufruir do benefício.

A iniciativa da CAE pressiona os deputados a acelerar a votação e promete intensificar os debates sobre justiça tributária e impacto econômico. Resta agora acompanhar como a Câmara conduzirá a análise do projeto no início de outubro.

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