A arrecadação federal atingiu R$ 222 bilhões em fevereiro de 2026, estabelecendo o maior valor já registrado para o mês desde o início da série histórica, iniciada em 1995. Os dados foram divulgados pela Receita Federal nesta terça-feira, 24, e indicam crescimento real de 5,68% na comparação com o mesmo período do ano anterior, já considerando o desconto da inflação.
Desempenho da arrecadação no início de 2026
No acumulado do ano, a arrecadação federal soma R$ 547,9 bilhões, o que representa um avanço real de 4,41% em relação ao mesmo intervalo de 2025. O cálculo leva como base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), utilizado como referência oficial para medir a inflação no país.
Apesar do resultado positivo em fevereiro, o desempenho apresentou desaceleração em relação a janeiro. No primeiro mês de 2026, a arrecadação federal havia alcançado R$ 325,7 bilhões, também configurando um recorde para o período. Em comparação com esse valor, houve uma retração real de 32,3% no segundo mês do ano.
Avanço do imposto sobre operações financeiras
De acordo com a Receita Federal, parte relevante do crescimento da arrecadação federal está relacionada ao aumento na cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O tributo registrou elevação significativa, passando de R$ 6,4 bilhões em fevereiro de 2025 para R$ 8,7 bilhões no mesmo mês de 2026. Esse resultado representa uma expansão de 35,7% no período analisado.
Alta no imposto de renda sobre capital
Outro fator que contribuiu para o desempenho foi o crescimento da arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) incidente sobre rendimentos de capital. Essa categoria apresentou alta de 19,44%, com destaque para os ganhos provenientes de títulos de renda fixa, que registraram aumento expressivo de 53,65%.
Setores econômicos impulsionam receitas
A arrecadação federal também foi influenciada pelo avanço das contribuições relacionadas ao PIS/Pasep e à Cofins. O crescimento dessas receitas acompanha o desempenho positivo do setor de serviços, além da expansão das atividades ligadas à exploração de petróleo.
Esses segmentos têm exercido papel relevante na geração de receitas tributárias, refletindo o nível de atividade econômica em áreas estratégicas da economia brasileira ao longo dos primeiros meses de 2026.

