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Justiça

Almirante Garnier nega ter colocado as tropas a disposição de Bolsonaro

Almirante Garnier nega apoio a Bolsonaro em suposto golpe e contesta acusações de ex-comandantes das Forças Armadas no STF.

Redação OPMT
Publicado em: 10 de junho de 2025
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3 Minutos de Leitura
Almirante Garnier nega ter colocado as tropas a disposição de Bolsonaro
Almir Garnier reafirmou que, não houve qualquer ordem ilegal vinda do Palácio do Planalto. Imagem: Reprodução TV Justiça.
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Durante depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (10), o almirante Almir Garnier negou veementemente qualquer envolvimento em uma suposta tentativa de golpe de Estado durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

Garnier nega ter colocado fuzileiros à disposição de Bolsonaro

No depoimento prestado à Suprema Corte, Garnier desmentiu a acusação de que teria colocado tropas da Marinha à disposição de Jair Bolsonaro. Segundo relato atribuído ao general Freire Gomes, ex-comandante do Exército, Garnier teria dito que os fuzileiros navais estavam “prontos” para uma eventual ação institucional. No entanto, o almirante foi categórico ao afirmar: “Nunca disse essa frase”, rejeitando qualquer articulação nesse sentido.

Ex-comandante da Marinha contesta depoimentos e dados apresentados

Almir Garnier também criticou o conteúdo dos depoimentos prestados pelos ex-comandantes das Forças Armadas, especialmente os de Freire Gomes e do ex-chefe da Aeronáutica, brigadeiro Baptista Júnior. O almirante classificou os relatos como “equivocados” e disse que jamais recebeu qualquer solicitação por parte de Bolsonaro para aderir a um plano golpista.

Ele argumentou que algumas informações utilizadas para fundamentar as acusações estavam erradas, especialmente em relação ao efetivo dos fuzileiros navais. “Na minha época, os fuzileiros eram 17 mil; hoje, são 15 mil”, declarou. Garnier acusou os depoentes de manipularem estatísticas para justificar suas versões dos fatos.

O número de militares disponíveis na tropa foi um ponto central das divergências entre os comandantes. Garnier rebateu especificamente a afirmação de Baptista Júnior, que teria dito, em depoimento, que o efetivo era de apenas 14 mil homens — dado que, segundo o almirante, foi retirado de forma superficial da internet. Garnier insinuou que o brigadeiro “fabricou parte do relato” ao usar um número impreciso como base para acusá-lo de disponibilizar a Marinha a Bolsonaro.

Almirante reforça legalidade da atuação militar

Ao final de seu depoimento, Almir Garnier reafirmou que, durante o período em que comandou a Marinha, não houve qualquer ordem ilegal vinda do Palácio do Planalto, tampouco movimentação dentro das Forças Armadas que sugerisse adesão a iniciativas contra a Constituição. O almirante enfatizou que todos os comandos militares permaneceram fiéis à legalidade institucional e que não houve disposição das tropas em apoiar supostas ações golpistas.

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