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OpiniãoMT > Blog > Justiça > Advogados recebiam propina dos presos em troca de celulares na PCE
Justiça

Advogados recebiam propina dos presos em troca de celulares na PCE

Gaeco realiza operação contra esquema de contrabando em unidades prisionais, com 43 mandados e alvos incluindo advogados e policiais.

Redação OPMT
Publicado em: 6 de junho de 2024
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2 Minutos de Leitura
Advogados recebiam propina dos presos em troca de celulares na PCE
A Operação mira servidores e advogados que tinham conexão com os presos na PCE. Imagem: GAECO-MT.
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Em uma ação conjunta que envolveu 185 agentes de segurança, o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou na manhã desta quinta-feira (6) a operação “Caixa de Pandora”. A operação, que teve como objetivo desarticular uma organização criminosa que atuava na facilitação da entrada de materiais ilícitos, como celulares e acessórios, em unidades prisionais de Mato Grosso, resultou na busca e apreensão em 19 pessoas, incluindo policiais penais e advogados.

Investigações revelam esquema articulado por servidores públicos e advogados.

De acordo com as investigações, servidores do Sistema Penitenciário, em conluio com advogados, se valiam de suas posições para facilitar a entrada de celulares e acessórios nas unidades prisionais. Os dispositivos eram utilizados pelos detentos para praticar crimes extramuros, como tráfico de drogas, extorsão e organização criminosa.

Quatro advogados que participaram do esquema tiveram o direito de exercício profissional suspenso por decisão judicial. A medida visa garantir a lisura das investigações e evitar a reincidência do crime.

Operação mobiliza 185 agentes de segurança

A operação “Caixa de Pandora” contou com a participação de 185 agentes da Polícia Militar e Polícia Civil, além de outras unidades especializadas, como a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DERFVA), Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Cuiabá/MT e de Várzea Grande/MT (DERF), Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes de Cuiabá/MT, Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (DEDDICA), 1ª Delegacia de Polícia de Várzea Grande/MT, Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso de Várzea Grande/MT e da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).

Combate ao crime organizado

A deflagração da operação “Caixa de Pandora” demonstra o compromisso do Ministério Público de Mato Grosso com o combate à criminalidade organizada. A ação visa desarticular grupos que atentam contra a segurança pública e garantem a ordem social no Estado. O Ministério Público seguirá atuando firmemente para desarticular grupos criminosos que atuam no Estado.

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