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Leia: Ministro das Comunicações, Juscelino Filho, solicita ao STF arquivamento de inquérito na PF
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21 de outubro de 2026 21:45

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OpiniãoMT > Blog > Brasília > Ministro das Comunicações, Juscelino Filho, solicita ao STF arquivamento de inquérito na PF
Brasília

Ministro das Comunicações, Juscelino Filho, solicita ao STF arquivamento de inquérito na PF

O Ministro Juscelino Filho pede ao STF arquivamento de inquérito por corrupção passiva, organização criminosa e outros crimes.

Redação OPMT
Publicado em: 15 de junho de 2024
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4 Minutos de Leitura
Ministro das Comunicações, Juscelino Filho, solicita ao STF arquivamento de inquérito na PF
Para o Ministro, o caso enfrenta "inconstitucionalidades e ilegalidades graves". Imagem: Redes Sociais.
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O ministro das Comunicações, Juscelino Filho, do partido União Brasil, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o arquivamento do inquérito no qual foi indiciado pela Polícia Federal (PF). Ele é acusado de corrupção passiva, organização criminosa, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e fraude em licitação. O pedido foi formalizado nesta sexta-feira, 14 de junho.

Ministro das Comunicações acredita em inconstitucionalidades nas investigações

Os advogados de Juscelino Filho alegam que a investigação conduzida pela Polícia Federal apresenta diversas “inconstitucionalidades e ilegalidades graves”. De acordo com a defesa, o relatório final do caso foi encaminhado ao ministro Flávio Dino, relator do caso no STF e ex-colega de Juscelino Filho no governo Lula.

Segundo a defesa, “os apontamentos feitos pela autoridade policial são apenas um emaranhado de suposições sem qualquer respaldo probatório e que acabaram misturando fatos alheios à investigação para tentar incriminar Juscelino Filho”.

A Polícia Federal concluiu, na última quarta-feira, 12 de junho, que Juscelino Filho integra uma organização criminosa e cometeu corrupção passiva relacionada a desvios de recursos de obras de pavimentação de ruas em Vitorino Freire (MA), financiadas pela Codevasf. 

A cidade é administrada por Luanna Rezende, irmã de Juscelino Filho, que foi afastada do cargo em setembro do ano passado devido à investigação. As obras foram financiadas por emendas parlamentares indicadas por Juscelino Filho durante seu mandato como deputado federal.

A defesa de Juscelino Filho contestou as acusações, afirmando que a investigação policial se baseou em informações falsas sobre a diferença entre o valor adiantado pela Codevasf e os serviços realizados pela construtora. 

Eles argumentam que “os indiciamentos propostos pela autoridade policial mostram que a investigação é especulativa, indiscriminada e sem objetivo claro, o que não pode ser aceito sob pena de violar os princípios de um processo penal democrático”.

Posicionamento do Ministro

Juscelino Filho também se manifestou sobre o indiciamento. Ele declarou que o inquérito “devassou a minha vida e dos meus familiares, sem encontrar nada”. O ministro afirmou que a investigação revirou fatos antigos e que não são de sua responsabilidade enquanto parlamentar. 

“A investigação, que deveria ser um instrumento para descobrir a verdade, parece ter se desviado de seu propósito original. Em vez disso, concentrou-se em criar uma narrativa de culpabilidade perante a opinião pública, com vazamentos seletivos, sem considerar os fatos objetivos”, completou Juscelino Filho.

Fundamentação da Investigação

Os advogados do ministro ressaltam que a investigação policial, que resultou no pedido de bloqueio de bens de Juscelino Filho, baseou-se em uma informação incorreta sobre a diferença entre o valor adiantado pela Codevasf e o trabalho realizado pela construtora responsável pela obra. 

A defesa sustenta que essa discrepância foi utilizada para justificar uma ação sem base probatória sólida e que os elementos apresentados pela autoridade policial são especulativos e carecem de provas concretas.

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