*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O engenheiro agrônomo Daniel Bennemann Frasson, acusado de assassinar a esposa Gleici Keli Geraldo de Souza, de 42 anos, deixou a clínica psiquiátrica particular onde estava internado e foi transferido para o Centro Integrado de Assistência Psicossocial (CIAPS) Adauto Botelho, na Capital. A transferência ocorreu após a abertura de vaga na unidade da rede pública de saúde, onde ele deverá permanecer sob internação.
Antes da transferência para o Adauto Botelho, Daniel esteve internado no Centro de Reabilitação Psicossocial de Cuiabá (Creap), uma unidade particular com atendimento médico especializado e acompanhamento de equipe multidisciplinar.
A permanência na rede privada gerou questionamentos por parte do Ministério Público e dos familiares da vítima. Documentos e recibos emitidos pelo Estado referentes ao contrato com a clínica particular, datados com base de cálculo em 25 de agosto e validade até 23 de dezembro de 2026, apontam um valor expressivo de R$ 203,4 mil para a prestação do serviço de internação.
A internação psiquiátrica do acusado ganhou centralidade no processo devido à discussão sobre a sua sanidade mental no momento do crime. Um laudo pericial anterior apontou que Daniel poderia ser considerado inimputável. ou seja, incapaz de entender o caráter ilícito de sua conduta devido a uma condição mental à época dos fatos, o que influenciaria diretamente nos rumos da Ação Penal.
No entanto, a condução do exame psiquiátrico foi alvo de contestações veementes da acusação e do Ministério Público, o que resultou na anulação da homologação do primeiro laudo. Diante da controvérsia, um novo exame foi realizado por uma junta composta por três peritos oficiais.

