Mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro e obtidas pelo portal Metrópoles apontam que ele teria organizado a hospedagem de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), identificado nas conversas como “KN”, e do desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), durante o Carnaval de 2025, no Rio de Janeiro. De acordo com informações atribuídas à investigação da Polícia Federal, a identificação “KN” corresponderia ao ministro Nunes Marques, que teria ficado hospedado em uma mansão localizada no bairro do Joá, na zona oeste da capital fluminense.
Nunes Marques é mencionado em conversas sobre estadia no Rio
Os diálogos obtidos a partir do aparelho celular de Vorcaro descrevem a organização de uma estrutura de hospedagem para o período carnavalesco. O imóvel escolhido pertence ao ator Márcio Garcia e teria recebido o ministro do STF e o desembargador Newton Ramos.
A propriedade fica no Joá, região conhecida pelas residências de alto padrão e pela vista para o litoral carioca. Conforme as informações divulgadas, a estadia envolveu uma série de providências relacionadas à acomodação, ao atendimento dos convidados e à logística de deslocamento.
As mensagens também fazem referência a medidas destinadas a organizar a segurança do ministro durante a permanência no local.
Hospedagem teria custado cerca de R$ 1,45 milhão
A mansão utilizada durante o Carnaval de 2025 é avaliada em aproximadamente R$ 250 milhões e possui cerca de 6 mil metros quadrados de área. Entre as instalações mencionadas estão sete suítes, piscina, academia e vista para o mar.
Segundo os dados divulgados, o aluguel do imóvel para a semana do Carnaval teria alcançado aproximadamente R$ 1,45 milhão.
Estrutura de atendimento e serviços para os convidados
Além da acomodação, Vorcaro teria providenciado serviços para atender às pessoas que ficariam na propriedade. Entre os itens organizados estavam:
- Contratação de chef de cozinha;
- Disponibilização de garçons;
- Motoristas para os deslocamentos;
- Fornecimento de bebidas de diferentes marcas e categorias.
Nas conversas, aparecem referências a bebidas como Macallan 12, Sassicaia, Chablis, Moët Chandon e Dom Pérignon.
O conjunto de providências descritas nas mensagens indica que a organização da estadia incluía tanto os serviços internos da mansão quanto aspectos relacionados à circulação dos convidados durante o período festivo.
Newton Ramos tratou da logística e da segurança
Os diálogos também atribuem ao desembargador Newton Ramos a interlocução com a equipe responsável pela organização da hospedagem. Entre os assuntos discutidos estavam detalhes operacionais e questões relacionadas à segurança de Nunes Marques.
Em uma das conversas mencionadas na reportagem, Ramos teria solicitado autorização para promover uma feijoada na mansão, com a participação estimada de aproximadamente 40 pessoas.
Vorcaro teria respondido de maneira favorável ao pedido, autorizando a realização do encontro no imóvel.
A troca de mensagens, conforme o material divulgado, também demonstra que a programação não se restringia à hospedagem dos dois integrantes do Judiciário, incluindo a organização de uma reunião com outros convidados.
Mensagens mencionam acesso a camarote VIP
Outro ponto registrado nas conversas envolve pedidos de pulseiras para acesso a uma área VIP durante o Carnaval.
As mensagens também mencionam uma alternativa para que Nunes Marques pudesse entrar em um camarote sem precisar realizar o procedimento habitual de cadastro.
O conteúdo divulgado relaciona esse assunto à organização da participação dos convidados nos eventos carnavalescos. As informações, contudo, não detalham integralmente as circunstâncias em que o acesso teria ocorrido nem apresentam, no texto original, esclarecimentos adicionais sobre eventuais procedimentos adotados no local.
Ministros e desembargador não se manifestaram
Procurados a respeito das informações divulgadas, Kassio Nunes Marques e Newton Ramos não haviam se manifestado, segundo o portal Metrópoles.
Os relatos apresentados têm como base mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro e informações relacionadas à apuração da Polícia Federal. A identificação do ministro como “KN” é descrita na reportagem como resultado da análise desse material.

