*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A queda de uma aeronave modelo Cessna terminou em tragédia na manhã da última quinta-feira, dia 10 de setembro, na zona rural do município de Água Boa, no interior de Mato Grosso. O avião de pequeno porte caiu e pegou fogo em uma área pertencente à Fazenda Santa Rita. Três pessoas que estavam a bordo morreram no local.
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) foi acionado por volta das 8h49 para atender ao chamado de queda de aeronave de asa fixa. Ao chegarem ao ponto indicado, os militares se depararam com os destroços tomados por um incêndio de grandes proporções.
Para conter o fogo e resfriar a estrutura do avião, a equipe combateu as chamas utilizando aproximadamente 4 mil litros de água. Após a extinção do incêndio e a aproximação das equipes aos destroços, os bombeiros constataram a presença dos corpos carbonizados de três homens.
As identidades das vítimas ainda não foram oficialmente divulgadas pelas autoridades. A Politec e a Polícia Civil foram acionadas para realizar os procedimentos periciais no local do acidente e instaurar o inquérito policial que vai apurar as causas e circunstâncias da queda.
HISTÓRICO DE TRÁFICO DE DROGAS E IRREGULARIDADE NA ANAC
Levantamentos preliminares revelam um histórico criminal atrelado à aeronave envolvida no acidente. O avião, um bimotor modelo Cessna 402B, já havia sido apreendido pela Polícia Federal em 2017 com 67 quilos de cocaína, durante uma operação realizada em Goiânia (GO).
Na ocasião, a apreensão resultou na prisão em flagrante de dois irmãos gêmeos de nacionalidade espanhola: José Luís Rivera Diaz e Juan Carlos Rivera Diaz. Conforme a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) que tramitou na 5ª Vara Federal de Goiânia, os dois foram detidos em 19 de dezembro de 2017.
Segundo o processo, José Luís havia alugado um hangar no Aeródromo Mário Eppighaus, na capital goiana, em 23 de outubro daquele ano, desembolsando R$ 18 mil à vista para guardar a aeronave. A droga foi encontrada pelos agentes federais oculta no assoalho do bimotor. À época, os espanhóis alegaram desconhecer a presença do entorpecente no avião.
A checagem nos sistemas de aviação aponta ainda que a matrícula da aeronave, identificada como N401NA, não possui registro ativo junto à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), indicando que o bimotor operava em situação irregular.
As investigações policiais vão apurar a propriedade atual do avião e a rota que estava sendo executada no momento da queda.
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