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Leia: Já passam de 670 mortos e 3 mil desaparecidos nas enchentes no Nepal
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31 de agosto de 2026 01:17

OpiniãoMT > Blog > Mundo > Já passam de 670 mortos e 3 mil desaparecidos nas enchentes no Nepal
Mundo

Já passam de 670 mortos e 3 mil desaparecidos nas enchentes no Nepal

Enchentes no Nepal deixam mais de 675 mortos, quase 3 mil desaparecidos e podem exigir até US$ 5 bilhões para reconstrução.

Redação OPMT
Publicado em: 30 de agosto de 2026
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6 Minutos de Leitura
Já passam de 670 mortos e 3 mil desaparecidos nas enchentes no Nepal
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As fortes enchentes que atingiram o Nepal nesta semana provocaram uma das mais graves crises recentes no país, com pelo menos 675 mortes confirmadas em território nepalês. Somando as vítimas registradas do outro lado da fronteira, na região do Tibete, na China, o número chega a 683 mortos. As autoridades ainda contabilizam os prejuízos e estimam que a reconstrução poderá custar entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões.

Nepal enfrenta cenário de destruição após enchentes

Além do elevado número de mortes, milhares de pessoas permanecem sem localização após as enchentes. No Nepal, aproximadamente 2.426 pessoas são consideradas desaparecidas. No condado de Gyirong, no Tibete, outras 554 pessoas ainda não foram encontradas.

Entre os desaparecidos estão centenas de estrangeiros. Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, cerca de 540 pessoas desse grupo são estrangeiras, muitas delas peregrinos hindus que viajavam a partir da Índia em direção a locais considerados sagrados.

O ministro das Finanças do Nepal, Swarnim Wagle, afirmou que a primeira projeção aponta para uma necessidade de US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões para recuperar as áreas afetadas e reconstruir estruturas destruídas pelas águas.

Governo ainda calcula os prejuízos

Wagle ressaltou que o valor apresentado é preliminar. O levantamento dos danos ainda está em andamento e poderá sofrer alterações à medida que equipes técnicas conseguirem acessar regiões atingidas e avaliar a extensão da destruição.

O montante inicialmente estimado é inferior aos cerca de US$ 9 bilhões utilizados na reconstrução do país após o terremoto de magnitude 7,8 registrado em 2015. Naquela ocasião, quase 9 mil pessoas morreram e mais de 500 mil casas foram destruídas.

Enchentes no Nepal atingem setores estratégicos

A tragédia também provocou impactos significativos sobre a economia do Nepal, que possui forte dependência das remessas enviadas por trabalhadores que vivem no exterior, do turismo e da geração de energia hidrelétrica.

O setor energético está entre os mais afetados. Projetos responsáveis por mais de 12% da capacidade de geração de energia do país sofreram danos provocados pelas enchentes.

A destruição de pontes e de outras estruturas de transporte também dificulta o deslocamento das equipes de emergência. Em determinadas regiões, as águas destruíram conexões rodoviárias e sistemas de comunicação, tornando o acesso às comunidades afetadas ainda mais difícil.

Mau tempo interrompe operações de emergência

As condições climáticas continuam interferindo nos trabalhos de emergência. No sábado, dia 29, o governo precisou interromper temporariamente as operações de busca e resgate por algumas horas devido ao mau tempo.

O ministro das Relações Exteriores, Shisir Khanal, afirmou que o Nepal não considera necessária ajuda internacional diretamente nas operações de busca e salvamento. Segundo ele, a principal necessidade neste momento é receber suporte técnico para lidar com os diferentes desafios provocados pela catástrofe.

Entre as demandas estão o resgate de pessoas presas em túneis, a recuperação das vias de transporte, a reconstrução das comunicações e a identificação das vítimas.

Identificação dos mortos exige exames de DNA

A localização de vítimas em diferentes pontos atingidos pelas enchentes também trouxe dificuldades para as autoridades responsáveis pela identificação dos mortos.

Alguns corpos encontrados pelas equipes de emergência estavam em estágio avançado de decomposição, impossibilitando o reconhecimento visual imediato. Por isso, autoridades passaram a utilizar procedimentos técnicos, incluindo a coleta de material genético para exames de DNA.

A administração do distrito de Chitwan informou que as amostras serão coletadas antes do sepultamento das vítimas. Os corpos deverão ser enterrados em áreas abertas depois que as exigências legais forem cumpridas.

A medida também busca reduzir riscos relacionados à saúde pública, especialmente diante da possibilidade de contaminação e disseminação de doenças em áreas afetadas pela enchente.

Corpos também são encontrados na Índia

As consequências da tragédia ultrapassaram a fronteira do Nepal. A polícia encontrou dez corpos em três diferentes locais do estado de Uttar Pradesh, no norte da Índia. As vítimas estavam em rios que recebem águas provenientes do território nepalês.

No Nepal, a autoridade responsável pela gestão de desastres incluiu 933 trabalhadores em uma relação de desaparecidos. O grupo envolve, entre outros, trilheiros e peregrinos que seguiam em direção ao monte Kailash, no Tibete.

China envia especialistas para ajudar nos resgates

A China também mobilizou uma equipe especializada para auxiliar nas operações realizadas no Nepal. De acordo com a agência estatal Xinhua, cinco especialistas em túneis foram enviados ao país.

O grupo chegou de helicóptero após um pedido do governo nepalês e foi direcionado para uma usina hidrelétrica atingida pela catástrofe. Dezenas de pessoas permanecem presas dentro de um túnel no local desde o início das enchentes.

A atuação dos especialistas está concentrada em auxiliar as equipes locais na avaliação das condições do túnel e na definição das estratégias necessárias para retirar as pessoas que continuam isoladas.

Comunidades inteiras foram destruídas

Relatos de sobreviventes revelam a dimensão dos danos provocados pela força das águas. Comunidades instaladas próximas aos rios foram atingidas diretamente, com casas e outras estruturas sendo destruídas.

O sobrevivente Buddhi Ram Dangol relatou à AFP que os povoados localizados nas proximidades do rio foram completamente devastados. Segundo ele, praticamente nenhuma estrutura permaneceu de pé nas áreas mais atingidas.

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