*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Nesta quarta-feira, dia 19 de agosto, durante entrevista à imprensa nas dependências da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) abriu o jogo sobre os rumos do partido e admitiu abertamente a existência de sinais de descontentamento na base liberal em razão da aproximação e união formal com o MDB.
Conhecido pelo posicionamento alinhado à ala mais conservadora do bolsonarismo no estado, Cattani não se furtou a comentar as arestas geradas pela composição político-partidária. Questionado sobre ruídos internos, o parlamentar reconheceu que a estratégia adotada pela cúpula da legenda desagradou parte dos filiados e militantes.
“Na minha opinião, o partido fez algumas coisas que não agradou algumas pessoas. Por exemplo, a união com o MDB. Muitos estão descontentes com isso”, afirmou o deputado, pontuando em seguida que, apesar das divergências de rota, a prioridade agora é a coesão do grupo. “Está feito e tem que seguir adiante. Não é uma questão de desorganização. Acho que é uma questão de decisões. Você toma decisões, elas têm consequências”.
Para o deputado estadual, a articulação conjunta entre as duas siglas acabou gerando reflexos e ônus políticos para ambos os lados envolvidos na coligação, respingando tanto nas candidaturas proporcionais quanto na majoritária.
Cattani destacou que a composição “prejudicou um pouco” os rumos da campanha.
Por um lado, avaliou que o arranjo gerou impactos e desconfortos internos no próprio MDB, citando nominalmente a repercussão em torno da candidatura de Janaina dentro da legenda.
Por outro lado, admitiu que a estratégia também cobrou o preço político para a chapa encabeçada pelo candidato ao governo e senador Wellington Fagundes (PL).
Cattani reforça que o momento exige superação de divergências para focar na reta decisiva da campanha eleitoral em Mato Grosso: “Tudo isso é superado e nós vamos seguir em frente”.

