*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A decisão da vice-prefeita de Cuiabá, a coronel Vânia Rosa (MDB), de retirar o nome da disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) repercutiu nos bastidores políticos da capital.
Na última terça-feira, dia 18 de agosto, a vereadora e primeira-dama de Cuiabá, Samantha Íris (PL), manifestou surpresa e lamentou o episódio, tecendo críticas veladas à condução da legenda emedebista.
Samantha Íris externou solidariedade à coronel, mas não poupou críticas ao MDB, apontando possíveis contradições no discurso partidário em relação à valorização e ao suporte às candidaturas femininas.
“Fico triste por ela, vejo que provavelmente foi iludida pelo MDB. E aí foi, de repente, pensando que ia ser uma coisa e talvez tenha se decepcionado, não sei. Mas, infelizmente, é isso que a gente falou a respeito do partido, né? Às vezes fala que luta pelas mulheres ou que luta por uma causa, e a gente vê uma situação como essa. É triste, mas eu acho que a questão é inteiramente dela”, declarou a parlamentar e primeira-dama.
ENTENDA O CASO: A PETIÇÃO E OS TRÂMITES NO TRE-MT
A movimentação que resultou na saída de Vânia Rosa do páreo eleitoral ocorreu na última segunda-feira, dia 17 de agosto, quando a vice-prefeita protocolou um requerimento formal perante o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) solicitando a renúncia da candidatura.
Até o momento, Vânia Rosa não emitiu um pronunciamento público detalhado sobre os motivos que a levaram a tomar a decisão, embora tenha argumentado que prefere não encarar o ato estritamente como uma “renúncia”, sob a justificativa de que nunca teria chegado a ser oficialmente candidata de fato, ainda que o nome dela constasse formalmente na Ata da Convenção Estadual do MDB e estivesse integrado ao sistema de divulgação de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número de urna 15190 e contasse com declaração de bens registrada na Justiça Eleitoral, cujo patrimônio superava a marca de R$ 2 milhões.
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