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25 de setembro de 2026 13:45

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OpiniãoMT > Blog > Economia > IPCA: inflação de julho sobe 0,07%, acima do esperado, dia IBGE
Economia

IPCA: inflação de julho sobe 0,07%, acima do esperado, dia IBGE

Inflação medida pelo IPCA sobe 0,07% em julho de 2026 e acumula alta de 4,44% em 12 meses, segundo dados do IBGE.

Redação OPMT
Publicado em: 11 de agosto de 2026
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7 Minutos de Leitura
IPCA - inflação de julho sobe 0,07%, acima do esperado, dia IBGE
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A inflação oficial do Brasil apresentou alta de 0,07% em julho de 2026, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o indicador acumula avanço de 4,44% no período de 12 meses. O índice ficou acima das projeções do mercado, que apontavam alta mensal de 0,03% e acumulado de 4,40% em 12 meses.

Inflação é pressionada pelo grupo Habitação

Entre os grupos pesquisados pelo IBGE, Habitação registrou a maior alta em julho, com avanço de 0,99%. O segmento também apresentou o principal impacto sobre o resultado geral do IPCA, contribuindo com 0,15 ponto percentual para o índice do mês.

O resultado representa uma aceleração em relação a junho, quando Habitação havia apresentado variação de 0,63%. O movimento foi influenciado principalmente pelo aumento das tarifas de energia elétrica residencial.

Energia elétrica tem maior impacto individual

A energia elétrica residencial passou de uma alta de 1,53% em junho para 3,09% em julho. O item sozinho representou impacto de 0,13 ponto percentual sobre o IPCA.

O IBGE informou que o resultado incorporou reajustes aplicados por concessionárias de diferentes capitais. Em São Paulo, houve reajuste de 8,85% em uma das concessionárias, com vigência a partir de 4 de julho. Em Porto Alegre, o aumento de 14,89% passou a valer em 19 de junho, enquanto Curitiba registrou reajuste de 19,55%, vigente desde 24 de junho.

Também permaneceu em julho a bandeira tarifária amarela. Nesse sistema, há cobrança adicional de R$ 1,885 para cada 100 kWh consumidos.

Água, esgoto e gás encanado

Ainda dentro do grupo Habitação, a taxa de água e esgoto teve alta de 0,40%. O resultado incorporou reajustes aplicados em diferentes localidades.

Em Salvador, a tarifa aumentou 3,57% a partir de 20 de julho. Porto Alegre teve reajuste de 5,77% desde 1º de julho. Já Brasília registrou aumento de 3,97%, enquanto Rio Branco teve reajuste de 6%, ambos com vigência desde 1º de junho.

Em sentido contrário, o gás encanado apresentou queda de 0,04%. A redução foi influenciada pela diminuição média de 2% nas tarifas do Rio de Janeiro, em vigor desde junho.

Alimentação ajuda a conter a inflação

O grupo Alimentação e bebidas apresentou queda de 0,67% em julho e contribuiu negativamente para o resultado do IPCA, com impacto de -0,14 ponto percentual.

A principal influência veio da alimentação no domicílio, que recuou 1,14%. Entre os produtos que tiveram as maiores reduções estão o tomate, com queda de 29,09%, a batata-inglesa, que caiu 19,59%, a cenoura, com retração de 14,41%, e o café moído, que apresentou redução de 2,45%.

O tomate foi o item que mais contribuiu individualmente para a redução do índice, com impacto negativo de 0,10 ponto percentual.

Por outro lado, alguns alimentos ficaram mais caros. O leite longa vida teve alta de 2,47%, enquanto os preços das frutas avançaram 1,20%.

Alimentação fora de casa acelera

Enquanto os preços dos alimentos consumidos dentro de casa recuaram, a alimentação fora do domicílio registrou aceleração.

A variação passou de 0,15% em junho para 0,55% em julho. O lanche teve aumento de 0,76%, ante 0,13% no mês anterior. Já a refeição passou de uma alta de 0,15% para 0,42% no mesmo período.

Saúde e cuidados pessoais registram alta

O grupo Saúde e cuidados pessoais apresentou alta de 0,40% em julho. Entre os destaques estiveram os artigos de higiene pessoal, que subiram 0,64%.

O perfume teve aumento de 1,04% e ficou entre os itens que contribuíram para a elevação do grupo. Os planos de saúde também registraram alta, de 0,42%, refletindo os reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Para os contratos de planos de saúde firmados após a Lei nº 9.656/98, o reajuste autorizado chega a 5,11%, com aplicação a partir de maio de 2026 e ciclo válido até abril de 2027.

Nos contratos anteriores à legislação, foram autorizados percentuais de 5,52% e 6,20%, dependendo das características de cada plano.

Transportes têm variação próxima da estabilidade

O grupo Transportes registrou alta de 0,05% em julho. O resultado foi influenciado por movimentos opostos entre passagens aéreas e combustíveis.

As passagens aéreas ficaram 11,67% mais caras no período. Já os combustíveis apresentaram queda de 1,44%, com redução em todos os itens pesquisados.

O etanol recuou 2,26%, enquanto a gasolina caiu 1,37%. O óleo diesel apresentou redução de 1,22%, e o gás veicular teve queda de 0,08%.

Demais grupos apresentam resultados variados

Os outros grupos que compõem o IPCA registraram comportamentos distintos ao longo de julho. As variações ficaram entre uma queda de 0,66% no grupo Vestuário e uma alta de 0,40% em Saúde e cuidados pessoais.

O comportamento dos diferentes segmentos mostra que o resultado geral do mês foi formado pela combinação de aumentos e reduções em diversos produtos e serviços acompanhados pelo IBGE.

A variação mensal de 0,07% também demonstra que os movimentos de preços foram relativamente distintos entre os grupos pesquisados, com Habitação exercendo pressão de alta e Alimentação e bebidas ajudando a reduzir o índice.

Inflação varia entre as regiões pesquisadas

Os resultados regionais também apresentaram diferenças significativas em julho. Rio Branco registrou a maior alta entre os locais pesquisados, com avanço de 0,32%. Na capital acreana, o resultado foi influenciado principalmente pelo aumento de 12,27% nas passagens aéreas e pela alta de 2,66% na energia elétrica residencial.

Na outra ponta, Belém apresentou a menor variação do mês, com queda de 0,45%. O resultado foi influenciado pela redução de 3,42% no preço da gasolina e pela queda de 14,24% no valor do açaí.

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