*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Durante a convenção estadual realizada na última terça-feira, dia 4 de agosto, o Podemos surpreendeu ao decidir transferir para a a Comissão Executiva a responsabilidade de definir qual projeto majoritário o partido apoiará nas eleições de 2026: a candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos) ou a do senador Wellington Fagundes (PL).
A expectativa inicial, anunciada pela própria cúpula da sigla no início do evento, era de que o presidente estadual do partido, Max Russi, anunciasse o martelo batido ainda durante o encontro. Contudo, após debates com os convencionais, a escolha foi adiada por unanimidade para esta quarta-feira, dia 5 de agosto.
O DEBATE E O FUTURO DA ALIANÇA MAJORITÁRIA
A legenda tornou-se uma das mais disputadas do tabuleiro político mato-grossense, dividindo-se entre dois grandes grupos. De um lado, o senador Wellington Fagundes oferece ao partido a indicação do candidato a vice-governador na chapa. Do outro, Otaviano Pivetta acena com a indicação para a segunda suplência ao Senado e o compromisso de apoio político para a recondução de Max Russi à presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na eleição prevista para fevereiro do próximo ano.
Em meio aos impasses, Max Russi descartou completamente a possibilidade de o partido lançar candidatura própria ao Governo do Estado.
“O encaminhamento é que nós vamos continuar os debates, as reuniões, com os pré-candidatos dentro daquilo que a gente recebeu de interesse de ter o Podemos para fazer essa construção. E essa decisão nós temos condição de tomar até o dia de amanhã. A Executiva agora vai se reunir, porque foi aprovada por unanimidade”, declarou Max.
O dirigente reforçou que a prioridade é buscar um arranjo que fortaleça a sigla.
“Conversamos hoje com todos os convencionais, com os candidatos e a gente entende que vai procurar o encaminhamento de uma coligação, um processo onde valorize o nosso partido, valorize as ações que entendemos que são importantes para Mato Grosso”.
A Comissão Executiva responsável por bater o martelo é composta por 19 membros, tendo Max Russi na presidência, Ulysses Moraes como vice-presidente, Beto Dois a Um como segundo-vice-presidente, Edevandro Guandalin na tesouraria e Valdineio Iori como secretário-geral.
CHAPA PROPORCIONAL ROBUSTA E METAS AMBICIOSAS
Se a definição para o governo ficou para esta quarta-feira, a chapa para a Assembleia Legislativa já nasceu robusta de nomes de peso. O Podemos homologou 25 nomes na disputa pelas cadeiras do parlamento estadual, reunindo deputados, ex-deputados, prefeitos, ex-prefeitos, empresários e primeiras-damas.
O partido projeta um desempenho expressivo nas urnas, com a expectativa de alcançar entre 350 mil e 400 mil votos, o que garantiria a eleição de seis dos atuais 24 deputados, além de mirar a conquista de pelo menos uma vaga na Câmara Federal, cujo quociente eleitoral estimado gira em torno de 250 mil votos.
A nominata federal conta com nomes como o deputado federal Nelson Barbudo, em busca da reeleição, o ex-secretário de Estado de Segurança Pública Coronel Cesar Roveri, o pastor da Igreja Assembleia de Deus Marcos Ritela, o ex-deputado federal e ex-ministro Neri Geller, o delegado Frederico Murta, o ex-prefeito de Querência Fernando Gorgen e as vereadoras Katiuscia Mantelli, de Cuiabá, Gisa Barros, de Várzea Grande, além de Kalynka Meirelles, de Rondonópolis.
Na disputa para a Assembleia Legislativa, o partido aposta na força de seus atuais parlamentares em busca de reeleição, Max Russi, Beto Dois a Um e Fábio Tardin, além de atrair figuras do cenário municipalista e regional.
-Três ex-deputados: O ex-presidente da Assembleia Mauro Savi, Ulysses Moraes e Allan Kardec.
-Prefeitos e ex-prefeitos: O prefeito licenciado de Pontal do Araguaia, Adelcino Lopo; Celzo Banazeski (Colíder); Meraldo Sá (Acorizal); Rafael Machado (Campo Novo do Parecis); e Janailza Taveira (São Félix do Araguaia).
-Mulheres: A primeira-dama de Rondonópolis, Alessandra Ferreira, e a empresária e advogada Karen Rocha, ex-candidata a prefeita de Tangará da Serra em 2024.
-Outros nomes: A suplente de deputada Valdeniria Dutra (Cáceres); a ex-primeira-dama de Alto Araguaia Priscila Dourado; a ex-primeira-dama de Sinop Scheila Pedroso; Geovane Gamba (filho do atual prefeito de Alta Floresta, Chico Gamba); e Gustavo Bang (filho do prefeito de Nova Xavantina, João Bang).
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