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Leia: Trump acusa STF de censura e prorroga sanções ao Brasil
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12 de setembro de 2026 08:07

OpiniãoMT > Blog > Brasil > Trump acusa STF de censura e prorroga sanções ao Brasil
Brasil

Trump acusa STF de censura e prorroga sanções ao Brasil

Trump renova por um ano a emergência nacional contra o Brasil e mantém ordem executiva que embasa tarifas e sanções econômicas.

Redação OPMT
Publicado em: 28 de julho de 2026
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5 Minutos de Leitura
Trump acusa STF de censura e prorroga sanções ao Brasil
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos da América. Imagem: OpiniãoMT.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou a prorrogação por mais um ano da emergência nacional declarada contra o Brasil, mantendo em vigor a ordem executiva fundamentada na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (Ieepa). A decisão preserva as sanções e demais medidas previstas no decreto assinado em 2025, que classificou o Brasil como uma ameaça “incomum e extraordinária” à segurança nacional, à política externa e à economia norte-americana.

A renovação foi publicada nesta terça-feira (28) e será oficialmente registrada no Federal Register nesta quarta-feira (29). Embora mantenha a validade da declaração anterior, o ato não estabelece novas medidas econômicas nem amplia as restrições já existentes.

Sanções permanecem em vigor após renovação da ordem executiva

A decisão assinada por Donald Trump estende a validade da Ordem Executiva 14323, publicada originalmente em 30 de julho de 2025. Na ocasião, o governo norte-americano utilizou a Ieepa para justificar a adoção de medidas econômicas contra o Brasil, incluindo uma tarifa adicional de 40% sobre produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos.

A legislação, criada na década de 1970, concede ao presidente norte-americano poderes para adotar ações econômicas excepcionais quando identifica situações classificadas como ameaças relevantes aos interesses nacionais do país.

Com a renovação da emergência nacional, o governo dos Estados Unidos mantém os instrumentos legais utilizados anteriormente, sem criar novas penalidades ou modificar as condições já estabelecidas.

Casa Branca mantém argumentos apresentados em 2025

Segundo o comunicado divulgado pela Casa Branca, os fundamentos que motivaram a declaração da emergência nacional continuam válidos. O documento afirma que políticas e ações atribuídas ao governo brasileiro seguem produzindo impactos considerados negativos para os interesses dos Estados Unidos.

Entre as justificativas apresentadas estão alegações de interferência na economia norte-americana, restrições à liberdade de expressão de cidadãos dos Estados Unidos, supostas violações de direitos humanos e prejuízos aos interesses do país na proteção de seus cidadãos e empresas.

A administração norte-americana sustenta que esses fatores continuam caracterizando uma ameaça extraordinária, justificando a continuidade da ordem executiva por mais um período de doze meses.

Documento também cita liberdade de expressão e atuação do STF

O comunicado oficial faz referência a decisões envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que ações relacionadas à moderação de conteúdos na internet e à responsabilização de pessoas por manifestações públicas configurariam restrições à liberdade de expressão.

De acordo com o texto divulgado pela Casa Branca, essas circunstâncias permaneceriam representando riscos para a segurança nacional, a política externa e a economia dos Estados Unidos, mantendo os requisitos previstos na Ieepa para a continuidade da emergência nacional.

Governo dos EUA volta a mencionar Jair Bolsonaro

Outro ponto reiterado na notificação é a situação envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O documento afirma que integrantes do governo brasileiro estariam promovendo perseguição política contra o ex-chefe do Executivo, seus familiares e apoiadores.

Na avaliação apresentada pela Casa Branca, esse cenário contribuiria para um enfraquecimento do Estado de Direito no Brasil, além de favorecer práticas de intimidação política e violações de direitos humanos.

Esses argumentos já haviam sido utilizados na declaração original da emergência nacional em 2025 e foram novamente citados para fundamentar a prorrogação anunciada neste ano.

Renovação segue regras da legislação norte-americana

A extensão da emergência nacional foi realizada com base na National Emergencies Act, legislação que autoriza o presidente dos Estados Unidos a renovar, anualmente, situações de emergência previamente declaradas.

Na prática, o procedimento representa uma exigência legal para que a ordem executiva permaneça vigente. Caso a renovação não fosse formalizada, a declaração perderia validade automaticamente.

O aviso informa ainda que a decisão será publicada oficialmente no Federal Register e encaminhada ao Congresso dos Estados Unidos, conforme determina a legislação federal.

Ordem executiva segue produzindo os mesmos efeitos

Apesar da renovação, a medida não altera o conteúdo da ordem executiva nem amplia os efeitos das restrições econômicas anteriormente estabelecidas. A decisão apenas assegura que os mecanismos legais utilizados desde julho de 2025 continuem em vigor durante mais um ano.

Dessa forma, permanecem válidas as disposições relacionadas às tarifas adicionais e às medidas econômicas adotadas com base na Ieepa, enquanto o governo norte-americano considera que persistem as condições que motivaram a declaração da emergência nacional.

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