Candidato a deputado federal Haroldo Arruda (NOVO) cobra rigor e transparência do STF após carta histórica de ex-ministros da Corte
O analista político, cientista político, professor doutor em filosofia e candidato a deputado federal pelo partido Novo, Haroldo Arruda, utilizou as redes sociais para se manifestar sobre o desdobramento da crise institucional que atinge o Supremo Tribunal Federal (STF). O posicionamento ocorre após um grupo de 13 ministros aposentados e ex-presidentes da Corte enviar um documento histórico ao atual presidente do tribunal, ministro Edson Fachin, classificando a situação atual como a “mais aguda crise” da história recente da instituição.
Na declaração, Haroldo Arruda destacou a gravidade do cenário e cobrou limites claros e mecanismos efetivos de fiscalização sobre os membros do Judiciário.
“Quem fiscaliza o Supremo? O Brasil chegou em uma situação que merece atenção de todos nós. Treze ministros e ex-presidentes do próprio Supremo Tribunal Federal divulgaram uma carta afirmando que a Corte atravessa a mais aguda crise da história, e pedindo apuração imediata, rigorosa e com respeito ao processo legal. Se até quem já esteve dentro do Supremo está preocupado, imagina nós? Nós não podem fingir que não está acontecendo nada não. Situação está gravíssima”.
O estopim para a reação dos ex-integrantes da Corte foi a divulgação de mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e um contato atribuído ao ministro Alexandre de Moraes.
O caso ganhou repercussão pública após o ministro André Mendonça, relator do inquérito do Banco Master no STF, retirar o sigilo de um relatório elaborado pela Polícia Federal. O documento reuniu detalhes e informações sobre as interações entre Vorcaro e Moraes, levantando questionamentos sobre a conduta e a atuação no âmbito do processo.
A crise ganhou contornos ainda mais graves ao envolver diretamente dois ministros do Supremo e a alta direção da Polícia Federal.
Diante dos fatos expostos, 13 ministros aposentados, incluindo ex-presidentes da Corte de diversas gestões, assinaram um documento formal entregue a Edson Fachin. No texto, o grupo solicita a convocação urgente de uma sessão pública do Plenário “para que o pleno determine imediata e rigorosa apuração, sob o devido processo legal, dos gravíssimos fatos cuja divulgação vem comprometendo o prestígio e a autoridade desse tribunal”.
Subscrevem a carta os ex-ministros: Néri da Silveira, Francisco Rezek, Sydney Sanches, Celso de Mello, Carlos Velloso, Ilmar Galvão, Nelson Jobim, Ellen Gracie, Cezar Peluso, Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Eros Grau e Rosa Weber.
Ao analisar o pedido de apuração, Haroldo Arruda enfatizou que a cobrança por respostas não se trata de um julgamento precipitado, mas de uma exigência básica de responsabilidade institucional dentro do regime democrático.
“A crise ficou ainda mais grave. Envolve dois ministros do Supremo e direção da Polícia Federal. Eu não quero condenação antecipada de ninguém. A única coisa que queremos é algo muito simples: investigação, transparência e responsabilidade. Nada mais do que isso. Precisamos ser respeitados”, pontuou Arruda.
O candidato do Novo concluiu reforçando que nenhuma instituição republicana deve estar imune ao escrutínio público e aos freios e contrapesos do Estado de Direito.
“Democracia não significa apenas fiscalizar presidente, deputado, senador ou cidadão comum. Eu quero ver fiscalizar ministro que comete excessos. Quem tem poder para investigar, julgar e até mandar prender, também precisa estar sujeito a limites de fiscalização. Nenhuma instituição pode estar acima de qualquer posicionamento. O Supremo precisa proteger a Constituição e a confiança do povo brasileiro. A credibilidade e o respeito do povo”.

