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30 de outubro de 2026 16:03

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OpiniãoMT > Blog > Governo Lula > Terceiro mandato do presidente Lula é o pior da história, diz MST
Governo Lula

Terceiro mandato do presidente Lula é o pior da história, diz MST

Coordenador do MST critica ritmo da reforma agrária no governo Lula, cobra mais recursos e defende medidas para acelerar desapropriações.

Redação OPMT
Publicado em: 28 de julho de 2026
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4 Minutos de Leitura
Terceiro mandato do presidente Lula é o pior da história, diz MST
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O terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a ser alvo de críticas internas após declarações de um dos principais dirigentes do MST. Em entrevista, o coordenador nacional João Paulo Rodrigues afirmou que o atual governo registra o desempenho mais fraco da história em relação às reivindicações do movimento ligadas à reforma agrária. Segundo ele, a escassez de recursos e a condução da política econômica têm limitado o avanço dos assentamentos e reduzido a prioridade do tema dentro da administração federal.

MST aponta lentidão na reforma agrária

Durante participação no programa Frente a Frente, do Canal UOL, João Paulo Rodrigues afirmou que o número de famílias beneficiadas pela política de assentamentos ficará abaixo das expectativas do movimento ao longo deste ano.

De acordo com o dirigente, a previsão é que aproximadamente 10 mil famílias sejam assentadas até o encerramento de 2026. Para o coordenador, esse volume é insuficiente diante da demanda apresentada pela organização, que afirma representar cerca de 150 mil famílias à espera de áreas destinadas à reforma agrária.

Rodrigues avaliou que, caso o ritmo atual seja mantido, seriam necessários aproximadamente 15 anos para atender todo o contingente de famílias vinculadas ao movimento.

Críticas à política econômica do governo

Na entrevista, o coordenador responsabilizou a condução da política econômica do Ministério da Fazenda pelo baixo avanço das ações voltadas à reforma agrária. Segundo Rodrigues, a limitação orçamentária tem dificultado a execução de programas destinados à aquisição de terras, infraestrutura para assentamentos e outras políticas públicas consideradas prioritárias pelo movimento.

Na avaliação do dirigente, o tema perdeu espaço entre as prioridades do governo federal, mesmo após a eleição de Lula com apoio de diversos setores ligados aos movimentos sociais.

Apoio político permanece para as eleições de 2026

Apesar das críticas direcionadas ao governo, o movimento confirmou que continuará apoiando a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva em uma eventual disputa pela reeleição em 2026.

João Paulo Rodrigues informou que deverá integrar a coordenação da futura campanha presidencial do petista. Ao mesmo tempo, ressaltou que espera uma postura mais firme do presidente para ampliar os investimentos destinados à reforma agrária caso permaneça no comando do Palácio do Planalto.

Segundo o dirigente, será necessário enfrentar as limitações orçamentárias para garantir maior volume de recursos às políticas defendidas pelo movimento.

MST defende medidas para acelerar desapropriações

Outro ponto abordado por Rodrigues foi a forma de ampliar o número de desapropriações destinadas à reforma agrária. O coordenador defendeu que o governo utilize decretos presidenciais para acelerar esses processos, sem depender de novas deliberações do Congresso Nacional. Na visão apresentada pelo dirigente, a execução das desapropriações dependeria principalmente da disponibilidade de recursos públicos e da assinatura dos atos pelo chefe do Executivo.

As declarações refletem o posicionamento do movimento sobre mecanismos considerados mais rápidos para ampliar a destinação de imóveis rurais à reforma agrária.

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