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Leia: Júri popular de acusados pela morte do advogado Roberto Zampieri é iniciado em Cuiabá
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30 de outubro de 2026 16:04

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OpiniãoMT > Blog > Justiça > Júri popular de acusados pela morte do advogado Roberto Zampieri é iniciado em Cuiabá
Justiça

Júri popular de acusados pela morte do advogado Roberto Zampieri é iniciado em Cuiabá

Jornalista Mauad
Publicado em: 28 de julho de 2026
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3 Minutos de Leitura
Foto: Reprodução
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*Sêmia Mauad/ Opinião MT

Começou nesta terça-feira, dia 28 de julho, no Fórum da Capital, o julgamento dos réus apontados como executor, intermediário e financiador do assassinato do advogado Roberto Zampieri, de 57 anos. O crime ocorreu em dezembro de 2023, em Cuiabá.

A sessão do Tribunal do Júri é conduzida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal Especializada da Justiça Militar de Cuiabá.

Sentam no banco dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Eles respondem por homicídio qualificado por motivo torpe, promessa de recompensa, emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima, uso de arma de fogo de uso restrito e concurso de pessoas.

A DINÂMICA DO CRIME E OS PAPÉIS NO HOMICÍDIO

De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), a trama criminosa foi dividida em funções específicas.

-Antônio Gomes da Silva: É o executor confesso do crime. Durante as investigações, admitiu ter efetuado os dez disparos de arma de fogo que mataram Roberto Zampieri na noite do crime, em frente ao escritório do advogado, na Capital.

-Hedilerson Fialho Martins Barbosa: Apontado como o intermediário do assassinato, responsável por fazer o elo entre os mandantes e o executor.

-Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas: Coronel reformado do Exército, apontado pelas autoridades como o financiador da execução.

MOTIVAÇÃO: DISPUTA POR TERRA DE R$ 100 MILHÕES

As investigações da Polícia Civil e do Ministério Público apontaram que o homicídio foi motivado por uma intensa disputa pela posse da Fazenda Lagoa Azul, situada no município de Paranatinga, cuja avaliação patrimonial gira em torno de R$ 100 milhões.

Embora o trio esteja sendo julgado nesta etapa, os apontados como mandantes do crime são o casal Aníbal Manoel Laurindo e Elenice Ballarotti Laurindo, cujos processos tramitam em separado.

CONEXÃO COM O “COMANDO C 4” E ESQUEMA DE DECISÕES JUDICIAIS

No decorrer das apurações, a Polícia Federal aprofundou as frentes de investigação e revelou a suposta atuação de parte dos acusados em um grupo criminoso autodenominado Comando C4 (“Caça a Comunistas, Corruptos e Criminosos”).

A organização teria como objetivo a prática de crimes de espionagem e homicídios sob encomenda.

O coronel reformado Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas foi apontado como líder desse grupo, que gerou desdobramentos em um processo separado envolvendo outros investigados, como Gilberto Louzada da Silva, Peterson Venites Komel Júnior, Salézia Maria Pereira de Oliveira e Mario Jorge Bucater.

Além disso, a execução de Roberto Zampieri deu margem a uma ampla série de investigações colaterais sobre um suposto esquema de venda de decisões judiciais, envolvendo figuras ligadas ao Poder Judiciário de Mato Grosso e a tribunais superiores, ampliando a repercussão nacional do caso.

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