*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O Partido Liberal (PL) em Mato Grosso segue com articulações intensas para a definição da chapa majoritária que disputará o Palácio Paiaguás nas Eleições de 2026. O presidente estadual do partido, Ananias Filho, afirmou que a legenda trabalha com todas as opções sobre a mesa até o prazo final das convenções e que a formação de uma “chapa pura”, sem a adesão formal de outras siglas no espaço de vice, não está descartada.
De acordo com o dirigente liberal, a escolha para o posto de vice-governador na chapa encabeçada pelo senador Wellington Fagundes dependerá estritamente do perfil técnico e político almejado pelo grupo.
OTIMISMO E O EXEMPLO DE VÁRZEA GRANDE
Ao defender a viabilidade de concorrer sem coligações no topo do panteão majoritário, Ananias Filho relembrou o cenário enfrentado pelo PL na eleição municipal em Várzea Grande para exemplificar que decisões audaciosas podem render frutos eleitorais.
“Até o dia 5 nada será descartado, também há essa possibilidade de chapa pura. Quanto ao vice, é o perfil que vai decidir. Não enfraquece. O maior desafio nosso era Várzea Grande. Quando falaram que íamos lançar a chapa pura, falei: ‘Vocês têm convicção disso?’. Então, assinei embaixo e está aí, foi um resultado vitorioso na eleição. Estamos trabalhando para liquidar a disputa no primeiro turno. É audacioso? É lógico, mas se não fosse audacioso não estava no lugar que estou”, ressaltou o presidente estadual do PL.
Apesar de a hipótese de chapa pura ser defendida publicamente, os bastidores políticos fervilham com tratativas para atrair outros partidos para o arco de alianças do PL. Entre as movimentações e nomes especulados para compor a vaga de vice-governador ao lado de Wellington Fagundes estão:
Podemos: Negociações passam pela articulação do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi.
Democratas: O nome do pré-candidato ao Governo, Alex Pucineli, surge entre as conversas de bastidores.
Partido Novo: O nome do empresário Marcelo Maluf é avaliado para ocupar a vaga de vice na chapa.
O martelo sobre a composição final, seja por meio de coligação partidária ou em chapa pura do PL, deve ser batido obrigatoriamente até o dia 5 de agosto, data limite estabelecida pela legislação eleitoral para a realização das convenções e definição das alianças oficiais.
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