*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A dinâmica do acidente aéreo que vitimou três pessoas na manhã da última quinta-feira, dia 10 de setembro, na zona rural de Água Boa, interior de Mato Grosso, começou a ser esclarecida com as avaliações preliminares da Politec. O acidente envolveu um bimotor modelo Cessna que caiu e pegou fogo em uma área pertencente à Fazenda Santa Rita.
De acordo com o gerente regional da Politec em Água Boa, perito Paulo Barbosa, os vestígios encontrados no local indicam uma queda extremamente violenta. À imprensa local, ele detalhou as impressões iniciais da equipe pericial.
“Fizemos voo, vimos uma zona de mata e sem vestígio de vegetação. A impressão é que o avião caiu quase na vertical, não teve arraste. Bateu com violência, há desgaste na terra e depois pegou fogo e carbonizou as vítimas”.
A dinâmica exata que levou à queda abrupta da aeronave segue sob investigação pelas autoridades competentes.
O ACIDENTE E O ATENDIMENTO DOS BOMBEIROS
O Corpo de Bombeiros Militar foi acionado por volta das 8h49 para atender ao chamado de queda de aeronave na região. Ao chegarem ao ponto indicado na Fazenda Santa Rita, os militares depararam-se com os destroços tomados por um incêndio de grandes proporções.
Para conter as chamas e resfriar a estrutura metálica do bimotor, a equipe utilizou aproximadamente 4 mil litros de água. Após a extinção total do fogo, os bombeiros se aproximaram da cabine e constataram a presença de três corpos carbonizados, cujas identidades ainda não foram oficialmente divulgadas.
HISTÓRICO DA AERONAVE E IRREGULARIDADE
Levantamentos adicionais revelam que a aeronave envolvida no acidente possui um passado na mira da polícia. O bimotor, modelo Cessna 402B, já havia sido apreendido pela Polícia Federal em dezembro de 2017, em Goiânia (GO), transportando 67 quilos de cocaína escondidos no assoalho. À época, a apreensão resultou na prisão de dois irmãos gêmeos de nacionalidade espanhola, alvos de denúncia do Ministério Público Federal (MPF).
Além disso, checagens nos sistemas de aviação apontam que a matrícula da aeronave (N401NA) não possui registro ativo junto à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), indicando que o bimotor operava em situação irregular.
A Polícia Civil e a Politec continuam com as investigações para determinar a rota executada pelo voo.
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