*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Na manhã desta sexta-feira, dia 24 de julho, a Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), cumpriu quatro ordens judiciais com o objetivo de identificar outras vítimas e envolvidos em um esquema de fraudes contra consumidores. Os principais alvos da operação foram um casal investigado pela venda de contratos de consórcio inexistentes.
Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência dos suspeitos, um homem de 35 anos e uma mulher de 33 anos. Além da apreensão, a Justiça determinou a execução de medidas cautelares rigorosas contra o casal, incluindo a proibição do exercício, de forma direta ou indireta, de qualquer atividade econômica relacionada à oferta e comercialização de contratos de consórcio, a proibição de se ausentar da comarca sem autorização judicial, e a determinação de uso de tornozeleira eletrônica.
De acordo com as investigações da Decon, a investigação apura um esquema de comercialização fraudulenta de cartas de crédito supostamente contempladas, que resultou em prejuízos financeiros significativos para diversas vítimas.
Os suspeitos utilizavam as redes sociais para anunciar contratos de consórcio contemplados, atraindo consumidores com a promessa de que receberiam o crédito logo após o pagamento de uma entrada. No entanto, após o recebimento dos valores, as promessas não eram cumpridas. Os consumidores jamais recebiam a carta de crédito e sequer havia qualquer contratação real de consórcio junto a uma administradora ou montadora de veículos.
A Polícia Civil apontou que o modo de atuação se repetia em diferentes negociações, utilizando sempre a mesma estratégia para criar uma falsa expectativa de obtenção rápida de crédito, conduta que já acumula registros policiais.
O caso é investigado como estelionato qualificado pelo uso de meio eletrônico, crime cuja pena pode chegar a até oito anos de reclusão, além de pagamento de multa. As diligências continuam para apurar a extensão total dos prejuízos e identificar eventuais novas vítimas do esquema.

