*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira, dia 16 de julho, a Operação Sangria, uma ofensiva coordenada para desmantelar uma estrutura criminosa responsável pelo abastecimento e venda de entorpecentes no estado.
A ação é o resultado de uma investigação aprofundada conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), com o apoio estratégico da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema).
DETALHES DA OPERAÇÃO
A operação mobilizou um amplo contingente policial para o cumprimento de 24 ordens judiciais expedidas pela Justiça. Entre as medidas determinadas, estão: 08 mandados de prisão preventiva contra integrantes do grupo, 08 mandados de busca e apreensão domiciliar, 08 bloqueios de contas bancárias, atingindo valores de até R$ 300 mil por investigado, visando descapitalizar a organização criminosa.
A INVESTIGAÇÃO
O trabalho policial, que se estendeu por vários meses, focou em identificar a hierarquia e o “modus operandi” do grupo responsável pelo fornecimento sistemático de drogas em diversos pontos de comercialização.
Um dos pontos cruciais para o sucesso da investigação foi a análise pericial realizada em aparelhos celulares apreendidos anteriormente. O conteúdo extraído dos dispositivos revelou, de forma minuciosa, a estrutura da facção. Segundo os investigadores, foi possível mapear claramente as funções dentro da organização:
-Lideranças: responsáveis pela gestão estratégica do grupo;
-Distribuidores e Revendedores: encarregados da logística de abastecimento das “bocas de fumo”;
-Núcleo Financeiro: responsáveis pela arrecadação dos valores provenientes da venda de drogas, prestação de contas e ocultação de bens.
LAVAGEM DE DINHEIRO E MOVIMENTAÇÃO FINANCEIRA
A investigação comprovou que a organização utilizava um esquema complexo para movimentar o lucro do tráfico. O grupo realizava transações financeiras utilizando contas bancárias e chaves PIX em nome de terceiros, na tentativa de despistar a fiscalização e ocultar a origem ilícita do dinheiro.
Com o cumprimento das ordens judiciais hoje, a Polícia Civil busca não apenas retirar os principais articuladores da organização de circulação, mas também colher novos elementos probatórios para fortalecer as denúncias criminais e recuperar parte dos valores movimentados pelo tráfico.
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