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Leia: PGR defende manutenção da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro
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21 de outubro de 2026 20:42

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Bolsonaro

PGR defende manutenção da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro

PGR defende que Bolsonaro permaneça em prisão domiciliar e considera incompatível a posse de arma durante o cumprimento da pena.

Redação OPMT
Publicado em: 2 de julho de 2026
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4 Minutos de Leitura
PGR defende manutenção da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro
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A permanência de Bolsonaro em regime de prisão domiciliar foi defendida pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, em manifestação encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). No documento, o chefe do Ministério Público Federal sustenta que não há elementos suficientes para apontar falta disciplinar do ex-presidente em relação à arma apreendida com um de seus seguranças, embora considere incompatível a manutenção da posse de armamento durante o cumprimento da pena.

Bolsonaro pode permanecer em prisão domiciliar, diz PGR

O parecer apresentado por Paulo Gonet foi enviado ao Supremo Tribunal Federal nesta quarta-feira (1º) e trata dos desdobramentos da apreensão de uma arma de fogo encontrada com um dos integrantes da equipe de segurança do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o procurador-geral, a investigação conduzida pela Polícia Federal não identificou elementos que permitam responsabilizar diretamente o ex-presidente pelo episódio. Dessa forma, Gonet concluiu que não existem fundamentos, neste momento, para alterar o regime domiciliar atualmente cumprido por Bolsonaro.

A manifestação reforça entendimento já demonstrado anteriormente pelo procurador, que havia defendido a necessidade de aguardar a conclusão das investigações antes de qualquer eventual medida relacionada ao cumprimento da pena.

Relatório da Polícia Federal afasta crime atribuído ao ex-presidente

De acordo com o parecer encaminhado ao STF, o relatório final elaborado pela Polícia Federal resultou no indiciamento de Estácio Leite da Silva Filho. No entanto, a corporação afastou a existência de materialidade e também a presença de dolo em relação a um possível crime de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito envolvendo Jair Bolsonaro.

Na avaliação de Paulo Gonet, a conclusão da Polícia Federal encontra respaldo nas circunstâncias apuradas durante a investigação. Por esse motivo, o procurador entende que não há elementos capazes de caracterizar uma infração disciplinar atribuída ao ex-presidente que justificasse o agravamento de sua situação penal.

Em seu parecer, Gonet destacou que os fatos apurados até o momento não autorizam a adoção de medidas que modifiquem o regime de prisão domiciliar atualmente imposto a Bolsonaro.

Bolsonaro e a incompatibilidade com a posse de arma

Apesar de defender a manutenção da prisão domiciliar, o procurador-geral fez uma ressalva quanto à possibilidade de o ex-presidente manter qualquer arma de fogo enquanto estiver submetido às condições impostas pela Justiça.

Segundo Paulo Gonet, a situação jurídica de Bolsonaro é incompatível com os requisitos previstos na legislação para a posse de armamento. Entre essas exigências está a demonstração de idoneidade, normalmente comprovada por meio de certidões negativas que atestem a inexistência de inquéritos policiais ou processos criminais em andamento.

Na avaliação do chefe do Ministério Público Federal, o cumprimento de pena impede que essas condições sejam plenamente atendidas, tornando inviável a manutenção de uma arma de fogo sob responsabilidade do ex-presidente.

Manifestação será analisada pelo STF

O parecer da Procuradoria-Geral da República agora será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal. Caberá ao magistrado decidir se acolhe integralmente o entendimento apresentado pela PGR ou se determina novas providências relacionadas ao episódio envolvendo a apreensão da arma.

A decisão também poderá considerar os elementos reunidos pela Polícia Federal durante a investigação, além das informações já encaminhadas ao Supremo pelas partes envolvidas.

Enquanto isso, permanece o entendimento da Procuradoria de que o episódio não configura, até o momento, uma violação disciplinar suficiente para alterar o regime de prisão domiciliar de Bolsonaro, embora a permanência de qualquer arma de fogo seja considerada incompatível com sua atual condição penal.

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