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Leia: Gisela Simona declara apoio a Pivetta, expõe racha no União Brasil e cobra fidelidade partidária
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Eleições

Gisela Simona declara apoio a Pivetta, expõe racha no União Brasil e cobra fidelidade partidária

Jornalista Mauad
Publicado em: 1 de julho de 2026
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4 Minutos de Leitura
Foto: Reprodução
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*Sêmia Mauad/ Opinião MT

A suplente de deputada federal, Gisela Simona (União), quebrou o silêncio e declarou publicamente a decisão pessoal de apoiar o atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos) na disputa ao Governo do Estado. A posição de Gisela escancara o racha na sigla, que tem o senador Jayme Campos como outro forte pré-candidato ao cargo.

Ao manifestar alinhamento com Pivetta, Gisela cobrou uma postura de lealdade mútua que viria desde o início do atual mandato do Executivo.

“Eu tenho uma decisão pessoal minha de apoiar o governador Otaviano Pivetta e vamos aguardar a nossa convenção para decidir o que o partido vai deliberar. Desde quando o Pivetta aceitou ser vice do governador Mauro Mendes, sempre existiu essa lealdade de que ele contaria conosco e de que agora, de alguma forma, poderia contar conosco. Então, nós estamos junto com o Pivetta, mas aguardando essa decisão do partido para ver como cada um vai se manifestar”, afirmou.

Apesar de firmar sua posição ao lado do governador, Gisela reconheceu o tamanho e a força que o senador Jayme Campos possui dentro do União Brasil. Para ela, a convenção partidária será o verdadeiro termômetro para medir as forças das correntes internas.

No entanto, o veredito final sobre o rumo da chapa majoritária em Mato Grosso não dependerá apenas do diretório regional. O martelo precisará passar pela validação da comissão da Federação União Progressista, que é nomeada e controlada diretamente pela direção nacional.

Defensora da união interna, Gisela criticou a prática comum de partidos liberarem filiados para apoiarem candidatos de outras siglas, argumentando que isso esvazia o propósito do sistema partidário brasileiro.

“Eu, particularmente, não gosto disso. O partido em que você está tem que ter peso na sua decisão. É assim que se faz partido político no Brasil. Senão, nós não precisaríamos ter partido”, declarou.

Para ilustrar o cenário de infidelidade que tenta combater, a suplente relembrou o que aconteceu na eleição presidencial de 2022, quando o partido lançou a senadora Soraya Thronicke ao Planalto, mas o diretório em Mato Grosso debandou majoritariamente para o apoio à reeleição de Jair Bolsonaro ou à candidatura de Lula.

“Soraya Thronicke foi candidata do União Brasil e eu praticamente fui uma das únicas que a apoiei na época, seja por ser mulher, seja por ser uma candidata do partido. Mas é isso: a gente não viu a fidelidade partidária acontecer, tendo essa liberação para os outros partidos. O que eu vejo é que isso é muito ruim, é muito prejudicial”, relembrou.

Gisela Simona concluiu pontuando que, embora o compromisso esteja com o projeto de Pivetta, as regras do jogo partidário falarão mais alto dependendo do que for chancelado na ata oficial da legenda.

“Vamos esperar o que a convenção vai dizer. Se a convenção fecha questão com relação ao nome do Jayme, se a convenção libera os convencionados para outro nome. Então, tudo depende da decisão do partido para saber como nós vamos nos posicionar”, finalizou.

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