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Leia: Chega a 1.719 o número de mortos em terremotos na Venezuela
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30 de junho de 2026 15:51

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OpiniãoMT > Blog > Mundo > Chega a 1.719 o número de mortos em terremotos na Venezuela
Mundo

Chega a 1.719 o número de mortos em terremotos na Venezuela

Terremotos na Venezuela deixam 1.719 mortos; equipes de resgate seguem buscas por desaparecidos e ajuda internacional amplia apoio ao país.

última atualização: 30 de junho de 2026 11:12
Redação OPMT
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7 Minutos de Leitura
Chega a 1.719 o número de mortos em terremotos na Venezuela
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A tragédia provocada pelos terremotos na Venezuela continua mobilizando equipes de resgate e organizações internacionais. Cinco dias após os fortes abalos sísmicos atingirem o litoral caribenho do país, o número oficial de mortos chegou a 1.719, enquanto dezenas de milhares de pessoas permanecem desaparecidas. Apesar do encerramento da chamada janela crítica de sobrevivência, socorristas seguem encontrando sobreviventes entre os escombros, alimentando a esperança de familiares que aguardam notícias.

Terremotos na Venezuela deixam cenário de destruição no litoral

Os dois terremotos ocorreram na noite de 24 de junho, com magnitudes de 7,2 e 7,5, registrados em um intervalo inferior a um minuto ao norte de Caracas. Especialistas classificaram os tremores como os mais intensos registrados no território venezuelano em mais de cem anos.

O estado de La Guaira foi a região mais afetada pela sequência de abalos. O levantamento mais recente aponta que aproximadamente 190 edifícios desabaram completamente, enquanto outras 770 construções sofreram diferentes níveis de danos estruturais.

Além da destruição de imóveis residenciais e comerciais, a infraestrutura urbana também sofreu impactos significativos, comprometendo serviços essenciais e dificultando o acesso das equipes de emergência às áreas mais atingidas.

Operações de resgate continuam mesmo após cinco dias

As buscas por sobreviventes permanecem intensas, mesmo após o período considerado mais crítico para localizar pessoas soterradas. Na segunda-feira, um jovem de 21 anos foi retirado com vida dos escombros de um edifício em La Guaira. Aaron Levi Cantillo permaneceu soterrado durante 106 horas até ser localizado pelas equipes de salvamento, em uma operação que levou cerca de 43 horas para ser concluída.

O resgate foi anunciado pela presidente interina Delcy Rodríguez e representou um novo sinal de esperança para familiares de milhares de desaparecidos.

Mesmo após o limite de 72 horas normalmente utilizado como referência em operações desse tipo, outros sete sobreviventes também foram encontrados no domingo anterior, reforçando os esforços das equipes nacionais e internacionais.

Réplicas mantêm população em alerta

Enquanto as buscas continuam, a atividade sísmica ainda preocupa moradores das regiões afetadas. Na segunda-feira, uma réplica de magnitude 4,6 voltou a atingir a área do desastre. O tremor provocou a paralisação temporária do metrô de Caracas e aumentou a apreensão da população.

Desde os terremotos principais, autoridades registraram mais de 600 réplicas, exigindo monitoramento constante das áreas de risco e dificultando o trabalho das equipes de resgate.

Resposta internacional reforça atendimento às vítimas dos terremotos na Venezuela

A dimensão da tragédia mobilizou uma ampla operação humanitária coordenada por organismos internacionais. O Escritório das Nações Unidas para Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) organizou uma força conjunta envolvendo 27 países. A operação reúne mais de 2.200 profissionais especializados em salvamento, além de aproximadamente 140 cães treinados para localização de vítimas.

Segundo o governo venezuelano, mais de 500 toneladas de ajuda humanitária chegaram ao país, juntamente com cerca de 2.700 profissionais estrangeiros que atuam em operações de resgate, atendimento médico e suporte logístico.

Os Estados Unidos anunciaram um pacote de US$ 150 milhões destinados às ações humanitárias. Paralelamente, a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho liberou outros US$ 2,5 milhões para auxiliar no atendimento às vítimas.

Número de desaparecidos preocupa autoridades internacionais

Apesar do avanço das operações de busca, o total de pessoas sem paradeiro conhecido continua gerando preocupação entre autoridades internacionais. O coordenador de assistência humanitária de emergência da Organização das Nações Unidas, Tom Fletcher, afirmou que a estimativa inicial de aproximadamente 50 mil desaparecidos permanece considerada possível, embora tenha destacado que nem todas essas pessoas estejam necessariamente soterradas.

A crise humanitária também afeta diretamente milhões de venezuelanos.

Dados divulgados pelo UNICEF apontam que cerca de 1,8 milhão de pessoas necessitam de algum tipo de assistência emergencial, incluindo aproximadamente 680 mil crianças.

Já a Organização Internacional para as Migrações (OIM) estima que quase 7 milhões de pessoas poderão sofrer impactos diretos ou indiretos em decorrência da catástrofe.

Moradores relatam dificuldades durante os trabalhos de socorro

Enquanto as equipes internacionais ampliam sua atuação, moradores de áreas atingidas relatam dificuldades relacionadas ao atendimento inicial.

Em algumas comunidades costeiras, moradores organizaram campanhas de arrecadação para contratar equipamentos particulares de remoção de escombros após a ausência de maquinário que havia sido previsto pelas autoridades.

As críticas concentram-se principalmente na demora para o envio de recursos e equipamentos necessários às operações de salvamento em determinados municípios.

Especialistas explicam fatores que ampliaram a destruição

Pesquisadores apontam diversos fatores que contribuíram para a elevada destruição causada pelos terremotos. Grande parte dos edifícios atingidos foi construída entre as décadas de 1950 e 1960, período anterior à adoção de normas modernas de engenharia antissísmica.

Outro aspecto citado é o rápido crescimento urbano impulsionado pelos ciclos econômicos ligados à exploração de petróleo, que pode ter resultado em construções executadas sem os padrões estruturais atualmente exigidos. Além disso, o tipo de solo predominante na faixa litorânea favorece a amplificação das ondas sísmicas, aumentando significativamente os danos causados pelos tremores.

Análises realizadas por imagens de satélite identificaram aproximadamente 58.870 estruturas com indícios de danos ou destruição parcial e total. As primeiras estimativas da Organização das Nações Unidas calculam prejuízos econômicos próximos de US$ 6,7 bilhões, valor correspondente a cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) da Venezuela.

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