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Leia: Já passam de 589 os mortos pelos terremotos na Venezuela
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26 de junho de 2026 16:45

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OpiniãoMT > Blog > Mundo > Já passam de 589 os mortos pelos terremotos na Venezuela
Mundo

Já passam de 589 os mortos pelos terremotos na Venezuela

Terremotos na Venezuela já deixaram 589 mortos e quase 3 mil feridos. Equipes de resgate seguem em busca de sobreviventes entre os escombros.

última atualização: 26 de junho de 2026 12:38
Redação OPMT
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6 Minutos de Leitura
Já passam de 589 os mortos pelos terremotos na Venezuela
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Os terremotos na Venezuela provocaram uma das maiores tragédias da história recente do país e já deixaram 589 mortos, segundo o mais recente balanço divulgado pelo governo venezuelano nesta quinta-feira (25). Além das vítimas fatais, as autoridades contabilizam 2.980 pessoas feridas, enquanto milhares de equipes de resgate seguem mobilizadas para localizar desaparecidos em áreas devastadas pelos fortes tremores que atingiram a região norte do território venezuelano.

Terremotos na Venezuela deixam centenas de mortos e milhares de feridos

Os dois fortes abalos sísmicos ocorreram na noite de quarta-feira (24), em um intervalo inferior a um minuto, causando destruição significativa em Caracas e cidades vizinhas. Considerados os terremotos mais intensos registrados no país em mais de um século, os fenômenos derrubaram edifícios, comprometeram a infraestrutura urbana e deixaram milhares de pessoas desalojadas.

O levantamento mais recente foi apresentado pela presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez. Apesar da atualização oficial, as autoridades reconhecem que os números ainda são preliminares, já que diversas áreas permanecem inacessíveis para as equipes de resgate.

Organizações internacionais, entre elas a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), alertam que o total de vítimas pode aumentar consideravelmente nos próximos dias, diante da intensidade dos tremores e da elevada concentração populacional nas regiões afetadas.

Governo amplia medidas de emergência

Em resposta aos danos provocados pelos terremotos na Venezuela, o governo anunciou o reforço das ações de segurança e assistência humanitária. Uma das principais medidas foi a militarização do estado de La Guaira, localizado na região costeira próxima à capital e considerado um dos locais mais atingidos pela tragédia.

Além disso, o governo classificou a área como zona oficial de desastre, permitindo a adoção de protocolos emergenciais para acelerar o atendimento às vítimas, distribuir suprimentos e facilitar o trabalho das equipes de salvamento.

Segundo informações divulgadas pelo presidente do Parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez, aproximadamente 200 pessoas ainda permanecem presas sob os escombros. O parlamentar informou ainda que pelo menos 250 edifícios sofreram colapso total ou apresentaram danos estruturais severos.

Buscas continuam em meio à destruição

As operações de resgate seguem ininterruptamente nas áreas mais afetadas. Bombeiros, militares, voluntários e equipes especializadas utilizam equipamentos de busca para localizar sobreviventes em construções destruídas.

Enquanto isso, moradores também organizam grupos de apoio para encontrar familiares e amigos desaparecidos. Levantamentos compartilhados por essas iniciativas apontam que mais de 24 mil pessoas ainda não tiveram sua localização confirmada.

Nas redes sociais, vídeos e fotografias registram o cenário de devastação deixado pelos tremores, mostrando edifícios completamente destruídos, vias bloqueadas e bairros inteiros afetados.

Ajuda internacional começa a chegar

Diversos países anunciaram apoio humanitário para auxiliar o governo venezuelano nas operações de resgate e atendimento às vítimas. Entre as nações que ofereceram assistência estão Brasil e Estados Unidos, que enviaram equipes especializadas em busca e salvamento.

Nesta sexta-feira (26), os primeiros grupos internacionais começaram a desembarcar na Venezuela para colaborar nas operações de emergência, fornecendo equipamentos, profissionais treinados e suporte logístico.

A expectativa é que a cooperação internacional contribua para acelerar o resgate de sobreviventes e ampliar a assistência às populações atingidas.

Magnitude e profundidade explicam os danos

De acordo com informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos, os dois terremotos apresentaram magnitudes de 7,2 e 7,5. Os epicentros foram registrados nas proximidades da cidade de El Guayabo, localizada a cerca de 168 quilômetros de Caracas.

Outro fator que contribuiu para a gravidade dos danos foi a baixa profundidade dos abalos sísmicos. Tremores rasos costumam produzir impactos mais intensos na superfície, aumentando o potencial destrutivo sobre edificações e infraestrutura.

Após os primeiros terremotos, diversas réplicas foram registradas em municípios costeiros, especialmente em La Guaira, agravando ainda mais os prejuízos materiais e dificultando os trabalhos das equipes de resgate.

O aeroporto internacional de Caracas também teve suas operações suspensas como medida preventiva, enquanto autoridades avaliam possíveis danos estruturais nas instalações.

Estimativas indicam que número de vítimas pode crescer

Especialistas do USGS utilizam modelos que consideram intensidade do terremoto, profundidade e densidade populacional para estimar o impacto de grandes desastres naturais. Com base nesses critérios, a instituição avalia que o número final de mortos poderá ultrapassar 10 mil pessoas, caso sejam confirmadas vítimas em áreas ainda isoladas.

As próximas atualizações dependerão do avanço das buscas e da chegada das equipes de resgate às localidades que continuam sem acesso devido aos danos provocados pelos deslizamentos, destruição de vias e colapso de edifícios.

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