*Sêmia Mauad/Opinião MT
O Diretório Nacional do Republicanos, partido do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e do governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, passou a exigir a retirada da pré-candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo do Estado. Em resposta imediata, o Partido Liberal (PL) emitiu uma nota oficial conjunta rechaçando qualquer possibilidade de recuo.
A pressão do Republicanos faz parte de uma ampla articulação nacional que envolve a sucessão presidencial. A cúpula da legenda teria condicionado o apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República ao recuo de Wellington Fagundes na disputa pelo Palácio Paiaguás. O movimento visa abrir caminho e favorecer o projeto de reeleição de Otaviano Pivetta em Mato Grosso.
Essa estratégia de “troca de apoio” liderada pelo Republicanos não é exclusiva de Mato Grosso. Negociações semelhantes, exigindo recuos do PL para acomodar aliados, estão sendo replicadas em estados estratégicos como Minas Gerais, Espírito Santo e Acre.
PL BATE O PÉ E REAFIRMA CHAPA MAJORITÁRIA COM WELLINGTON FAGUNDES
Diante das especulações e da pressão nacional, as direções nacional e estadual do PL se uniram para blindar o diretório de Mato Grosso. Em nota, a sigla garantiu que o planejamento local é soberano e irredutível, mantendo o desenho de uma chapa pura com três nomes já definidos: Flávio Bolsonaro para a Presidência, Wellington Fagundes para o Governo de Mato Grosso e o deputado federal José Medeiros na disputa pelo Senado.
“O Partido Liberal Nacional e o Partido Liberal de Mato Grosso reafirmam que possuem um projeto político sólido e próprio para o Estado de Mato Grosso, construído com diálogo, coerência, responsabilidade e compromisso com a população mato-grossense. O tema recentemente especulado pela imprensa, em relação ao Partido Republicanos, já foi tratado diretamente entre as lideranças das legendas envolvidas, encontrando-se definitivamente encerrado, não existindo qualquer discussão ou tratativa em andamento sobre essa hipótese”, afirma trecho da nota.

