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Leia: R$ 255 bilhões: lucro dos bancos bate recorde em 2025
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21 de outubro de 2026 20:38

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OpiniãoMT > Blog > Governo Lula > R$ 255 bilhões: lucro dos bancos bate recorde em 2025
Governo Lula

R$ 255 bilhões: lucro dos bancos bate recorde em 2025

Lucro dos bancos brasileiros alcança R$ 255 bilhões em 2025, impulsionado por juros elevados e crescimento do sistema financeiro.

Redação OPMT
Publicado em: 22 de junho de 2026
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5 Minutos de Leitura
R$ 255 bilhões: lucro dos bancos bate recorde em 2025
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O lucro dos bancos no Brasil alcançou um patamar histórico em 2025. Dados divulgados pelo Banco Central mostram que as instituições financeiras registraram resultado líquido de R$ 255 bilhões ao longo do ano, o maior valor já contabilizado pelo setor. O desempenho ocorreu em um cenário marcado pela taxa Selic em 15% ao ano, nível que não era observado havia quase duas décadas e que foi adotado como estratégia para conter a inflação.

A política monetária mais restritiva elevou o custo do crédito para consumidores e empresas. Apesar disso, o sistema financeiro manteve resultados expressivos, impulsionando os indicadores de rentabilidade das principais instituições do país.

Lucro dos bancos cresce em meio à política de juros altos

Durante 2025, a taxa básica de juros permaneceu em patamar elevado como parte das medidas adotadas pelo Banco Central para controlar a inflação. A Selic serve de referência para diversas modalidades de crédito oferecidas pelos bancos, influenciando diretamente o custo dos financiamentos e empréstimos.

Nas operações de crédito livre, as taxas cobradas aos clientes costumam superar a Selic. Em modalidades como cheque especial e crédito rotativo do cartão, os juros podem atingir percentuais significativamente superiores, chegando a ultrapassar 100% e 400% ao ano, respectivamente.

Além disso, a concentração do mercado financeiro continua elevada. Os quatro maiores bancos do país respondiam por quase 60% das operações de crédito em 2024, reforçando a relevância dessas instituições dentro do sistema financeiro nacional.

Banco Central aponta crescimento moderado da rentabilidade

Embora o resultado tenha atingido um recorde histórico, o Banco Central avaliou que o avanço do lucro líquido ocorreu de forma mais moderada em comparação a períodos anteriores.

Segundo a autoridade monetária, houve aumento das despesas destinadas às provisões para perdas com crédito, fator que reduziu parte do impacto positivo obtido com receitas financeiras. O órgão explicou que a desaceleração na expansão do crédito também contribuiu para um crescimento menos acelerado dos ganhos provenientes de juros.

De acordo com o Banco Central, a evolução do lucro permaneceu compatível com a expansão dos ativos totais do Sistema Financeiro Nacional, mantendo estabilidade relativa nos indicadores de rentabilidade.

Retorno sobre patrimônio atinge maior nível desde 2021

Outro indicador que chamou atenção foi o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE). Em 2025, o índice alcançou 16,76%, registrando o melhor resultado dos últimos quatro anos.

Estudos internacionais apontam que os bancos brasileiros apresentam rentabilidade superior à observada em diversas economias desenvolvidas. Entretanto, especialistas alertam que diferenças regulatórias, econômicas e estruturais exigem cautela ao comparar mercados distintos.

Representantes do setor financeiro defendem que a rentabilidade observada no Brasil está em linha com a de outras economias emergentes. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), países como México, Peru e África do Sul apresentaram indicadores semelhantes ou até superiores em determinados períodos recentes.

Setor financeiro reduz agências e postos de trabalho

Enquanto os resultados financeiros avançaram, o setor bancário continuou promovendo mudanças estruturais em sua operação. Dados do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região apontam que mais de 31 mil postos de trabalho foram encerrados entre 2020 e abril de 2026.

A entidade informa que aproximadamente 25 mil dessas vagas eram ocupadas por mulheres. O movimento ocorre paralelamente ao processo de digitalização dos serviços bancários, que reduziu a necessidade de atendimento presencial em muitas localidades.

Nos últimos dez anos, o número de agências físicas caiu cerca de 37%, restando pouco mais de 14 mil unidades em funcionamento no país. A expansão dos canais digitais e dos aplicativos bancários é apontada como um dos principais fatores por trás dessa transformação.

Febraban rebate associação entre Selic alta e ganhos do setor

A Febraban argumenta que a existência de juros elevados não representa necessariamente vantagem para os bancos. Segundo a entidade, a alta da Selic aumenta os custos de captação de recursos e eleva os riscos de inadimplência.

De acordo com representantes do setor, quando os juros permanecem elevados por períodos prolongados, as instituições tendem a adotar critérios mais rigorosos para concessão de crédito. Esse comportamento reduz o ritmo de expansão das carteiras de empréstimos e pode limitar receitas futuras.

Além disso, um ambiente econômico menos favorável impacta outras fontes de receita, incluindo serviços financeiros e operações ligadas ao mercado de capitais, que costumam acompanhar o desempenho da atividade econômica.

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