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Governo Lula

IBGE: taxa de desemprego cai para 5,8%, porém, alta da informalidade preocupa governo

A taxa de desemprego em julho caiu para 5,8%, o menor índice desde 2012, segundo dados da Pnad Contínua divulgados pelo IBGE.

Redação OPMT
Publicado em: 31 de julho de 2025
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4 Minutos de Leitura
Taxa de desemprego cai para 5,8%, porém, alta da informalidade preocupa governo
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A taxa de desemprego em julho apresentou uma significativa queda no Brasil, atingindo 5,8% no trimestre encerrado em junho de 2025, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados nesta quinta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este é o menor índice desde o início da série histórica em 2012, refletindo um cenário mais positivo para o mercado de trabalho nacional.

Taxa de desemprego em julho registra queda histórica

Comparando os dados com o trimestre anterior, houve um recuo de 1,2 ponto percentual na taxa de desocupação, que era de 7%. Já em relação ao mesmo período do ano passado, a queda foi de 1,1 ponto percentual. Isso significa que o contingente de pessoas desempregadas no país caiu para 6,3 milhões, uma redução expressiva de 17,4% (equivalente a cerca de 1,3 milhão de pessoas) em apenas três meses.

No mesmo período, o número de pessoas ocupadas alcançou 102,3 milhões, marcando um recorde na série histórica. Esse crescimento representa uma alta de 1,8% no trimestre e de 2,4% na comparação anual. O nível de ocupação, indicador que mostra a proporção da população em idade de trabalhar que está efetivamente empregada, manteve-se em 58,8%, o maior já registrado desde novembro de 2024.

Subutilização e informalidade seguem elevadas

Apesar da melhora nos principais indicadores, a taxa de subutilização da força de trabalho, que inclui os desempregados, subocupados e pessoas disponíveis para trabalhar, mas que não estão procurando emprego, ainda é alta. Em julho, essa taxa ficou em 14,4%, a menor da série histórica, mas ainda representa 16,5 milhões de pessoas em condição de subutilização, o que corresponde a uma queda de 9,2% em três meses e 11,7% em relação ao mesmo período de 2024.

Outro ponto de atenção é a informalidade no mercado de trabalho brasileiro. A taxa de trabalhadores atuando em condições informais ficou em 37,8%, representando cerca de 38,7 milhões de pessoas. Esse grupo inclui trabalhadores sem carteira assinada, autônomos sem CNPJ e aqueles que atuam em atividades com pouca ou nenhuma proteção social.

Crescimento na formalização e no setor público

O setor privado com carteira assinada registrou números positivos, com 39 milhões de trabalhadores formalizados, o que representa um crescimento de 0,9% no trimestre e de 3,7% no comparativo anual. Já o número de empregados sem carteira cresceu 2,6%, totalizando 13,5 milhões de pessoas.

No setor público, também houve avanço. O número de pessoas ocupadas em empregos públicos chegou a 12,8 milhões, uma alta de 5% no trimestre e de 3,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Renda média e massa salarial em crescimento

A renda média real habitual dos trabalhadores brasileiros também avançou, atingindo R$ 3,4 mil, o maior valor desde o início da série histórica. O crescimento foi de 1,1% em comparação ao trimestre anterior e de 3,3% na base anual. A massa de rendimento real habitual somou R$ 351,2 bilhões, com elevação de 2,9% no trimestre e de 5,9% em 12 meses.

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