*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O senador Wellington Fagundes (PL) agiu nos bastidores, telefonou diretamente para o deputado Eduardo Botelho (MDB) e reafirmou publicamente a pré-candidatura dele ao Governo de Mato Grosso. O contra-ataque do senador ocorre um dia após Botelho ventilar que a cúpula nacional do PL poderia retirá-lo da disputa majoritária.
Fagundes revelou que esteve reunido com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, na última terça-feira, dia 9 de junho. A articulação em Brasília ganhou mais peso na quarta-feira, dia 10 de junho, quando o presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), e o presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, também se reuniram com o cacique nacional da sigla, onde a candidatura teria sido referendada.
“Eu conversei muito com o Valdemar. Ontem estiveram lá com ele por mais de duas horas o presidente do Podemos, deputado Max Russi, e o presidente do PL no Estado, o Ananias. Eles receberam a confirmação de que o senador Wellington Fagundes é candidato em Mato Grosso. Falei com o Botelho, já conversei com ele de que sou candidato ao Governo”, declarou Wellington Fagundes.
O tom mais agressivo na resposta a Eduardo Botelho partiu do presidente estadual do PL, Ananias Filho. O dirigente confirmou o alinhamento com a executiva nacional após um almoço com Valdemar Costa Neto e mandou um recado direto ao deputado emedebista, subestimando as fontes citadas por ele.
“Hoje tive uma conversa com o presidente Valdemar na hora do almoço. Almocei com ele e ele foi categórico: em Mato Grosso nós temos pré-candidato a governador, que é Wellington Fagundes. Com o MDB, até hoje, nós não sentamos para discutir candidatura ao Governo. Então o senhor [Botelho] só pode falar de bastidores, mas de bastidores de baixo clero. Da prateleira alta, o senhor ainda não foi chamado para discutir”, disparou Ananias Filho.
ENTENDA O CENÁRIO E A FERVURA DOS BASTIDORES
O racha começou após Botelho expor o que chamou de “fortes conversas de bastidores” sobre uma possível desistência forçada de Wellington para abrir caminho para o grupo político liderado pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Na ocasião, Botelho afirmou que “o nacional vai acabar influenciando aqui” e que o nome de Fagundes sofria forte resistência.
Desde abril de 2025, durante ato com o ex-presidente Jair Bolsonaro, Wellington enfrenta um processo de fritura interna. Nomes de peso do PL, como o deputado federal José Medeiros, que mira o Senado, além dos prefeitos eleitos, como Flávia Moretti, de Várzea Grande) e Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, já manifestaram preferência pelo projeto de reeleição de Otaviano Pivetta.
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