*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Os bastidores políticos rumo à sucessão estadual ganharam um novo capítulo na última quarta-feira, dia 10 de junho. O deputado estadual Eduardo Botelho (MDB) revelou a existência de intensas articulações de bastidores indicando que o senador Wellington Fagundes (PL) pode ter seu nome retirado da disputa ao Governo de Mato Grosso. Segundo o parlamentar, a palavra final deve vir da direção nacional do Partido Liberal (PL).
A declaração de Botelho expõe a pré-candidatura do senador dentro do próprio arco de alianças. Para o deputado emedebista, o cenário nacional terá reflexo direto no desenho eleitoral mato-grossense.
“O nacional vai acabar influenciando aqui. E pela conversa que tem, pelo menos de bastidores, é muito forte de que pode sim o senador Wellington desistir ou retirarem ele. Essas são as conversas de bastidores. Nunca conversei com ele [Wellington], não conversei com ninguém no PL”, resumiu Eduardo Botelho.
O suposto isolamento de Wellington Fagundes dentro da direita local não seria recente. O próprio senador já havia admitido publicamente a existência de pressões internas para recuar das pretensões majoritárias. O movimento ganhou força ainda em abril de 2025, durante um ato nacional da direita que contou com a presença do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Fagundes não é unanimidade na própria sigla. O deputado federal José Medeiros (PL), que foca as articulações para disputar vaga ao Senado Federal, já manifestou abertamente que o correligionário não deveria insistir na candidatura ao Palácio Paiaguás.
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, e o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, duas das principais lideranças eleitas pelo PL no estado, já manifestaram publicamente preferência pelo nome de Otaviano Pivetta para liderar o bloco governista.
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