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Leia: Dívida pública do Brasil sobe para 79,2% do PIB em fevereiro
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23 de abril de 2026 15:38

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OpiniãoMT > Blog > Governo Lula > Dívida pública do Brasil sobe para 79,2% do PIB em fevereiro
Governo Lula

Dívida pública do Brasil sobe para 79,2% do PIB em fevereiro

Dívida pública do Brasil atinge 79,2% do PIB em fevereiro de 2026, com impacto de juros altos e crescimento econômico mais lento.

última atualização: 31 de março de 2026 17:14
Redação OPMT
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4 Minutos de Leitura
Dívida pública do Brasil sobe para 79,2% do PIB em fevereiro
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O Brasil registrou avanço na dívida pública em fevereiro de 2026, alcançando 79,2% do Produto Interno Bruto (PIB), conforme dados divulgados pelo Banco Central do Brasil. O aumento em relação aos 78,7% observados em janeiro evidencia os desafios fiscais enfrentados pelo país em meio a juros elevados e ao encarecimento do custo da dívida.

Dívida pública mantém trajetória de crescimento

A evolução da dívida segue pressionando as contas públicas. A dívida líquida do setor público atingiu 65,5% do PIB em fevereiro, enquanto o resultado primário consolidado apresentou déficit de 16,388 bilhões de reais — valor inferior à expectativa do mercado, que previa um rombo maior.

Os dados indicam que o governo central teve um déficit primário próximo de 30 bilhões de reais no período. Paralelamente, o estoque da dívida pública federal — indicador acompanhado pelo Tesouro Nacional — cresceu 2,31%, chegando a 8,841 trilhões de reais.

Esse avanço foi impulsionado por emissões líquidas de títulos que somaram 125,75 bilhões de reais, além da incorporação de 73,87 bilhões de reais em juros. A composição da dívida também sofreu alteração, com aumento na participação de títulos prefixados, que passaram de 20,65% para 21,33% do total.

Juros elevados impactam a dívida pública

A política monetária tem papel relevante na dinâmica da dívida pública. O Banco Central do Brasil manteve a taxa Selic em 15% ao ano desde julho de 2025, patamar considerado elevado e que influencia diretamente o custo do endividamento.

Relatórios de mercado, como o da BBVA Research, indicam possibilidade de redução da taxa para 11,75% até o fim de 2026. No entanto, fatores externos, como tensões geopolíticas envolvendo o Irã, podem limitar a velocidade desse movimento.

Com grande parte da dívida atrelada à Selic, os juros altos aumentam significativamente o custo de manutenção das obrigações públicas, dificultando o equilíbrio fiscal.

Projeções e alertas sobre a dívida pública

Durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a dívida pública apresentou crescimento contínuo. O indicador fechou 2024 em 76,1% do PIB e 2025 em 78,7%.

Projeções oficiais apontam que esse percentual pode alcançar 84,2% até 2028. Já o Fundo Monetário Internacional utiliza metodologia mais ampla e estima níveis ainda mais elevados.

Análises do Goldman Sachs indicam que o Brasil precisaria gerar superávit primário superior a 2,5% do PIB para reverter a tendência de alta da dívida pública. Esse número está acima da meta estabelecida pelo governo, de 0,25% para o ano.

Crescimento econômico mais fraco amplia desafios

O cenário econômico também contribui para a pressão sobre a dívida pública. O país registrou crescimento de 2,3% em 2025, o menor desempenho desde a retração observada em 2020.

Para 2026, o Banco Central projeta desaceleração adicional, com expansão estimada em 1,6%. Apesar disso, a arrecadação federal atingiu recorde de 222,1 bilhões de reais em fevereiro, com crescimento real de 5,68% na comparação anual.

Mesmo com aumento na arrecadação, o elevado nível de juros continua sendo um fator limitante. Cerca de metade da dívida pública está indexada à Selic, o que mantém o custo de financiamento elevado e restringe a capacidade de ajuste fiscal.

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