*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O cenário político de Mato Grosso para a disputa das duas vagas ao Senado Federal ganhou um novo capítulo na última quarta-feira, dia 18 de março. O produtor rural e ex-presidente da Aprosoja, Antônio Galvan, oficializou a filiação ao Avante em ato realizado com a cúpula nacional do partido, em Brasília.
A mudança ocorre após um período de turbulência, consolidando Galvan como uma das peças do tabuleiro da direita no estado.
A chegada de Galvan ao Avante foi chancelada pelo presidente nacional da sigla, o deputado federal Luis Tibé (MG). Em um recado direto aos eleitores mato-grossenses, Tibé buscou afastar o fantasma da instabilidade que perseguiu o pré-candidato na legenda anterior.
“Eu sei que esse grupo já teve traumas lá no estado, de partidos que não foram firmes e que tiveram mudanças, mas aqui no Avante isso não vai acontecer. É o nosso candidato a senador”, asseverou o dirigente.
O “trauma” mencionado refere-se à saída conturbada de Galvan do Democracia Cristã (DC), ocorrida em fevereiro, após uma intervenção nacional que dissolveu o diretório regional presidido pela própria esposa, a advogada Paula Boaventura. Na ocasião, o DC acusou Galvan de “infidelidade” por fazer campanha antecipada para Flávio Bolsonaro à Presidência, atropelando o projeto da sigla de lançar Aldo Rebelo.
A DANÇA DAS CADEIRAS E O “CASAMENTO COM O AVANTE”
Antes de bater o martelo com o Avante, Galvan protagonizou uma verdadeira movimentação política. No dia 13 de março, ele chegou a se reunir com o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, sinalizando uma possível ida para o Podemos. O diálogo também se estendeu ao PRD, liderado por Mauro Carvalho.
No Avante, Galvan encontrou o que chamou de “condição inegociável”, liberdade total.
BOLSONARISTA RAIZ
Em vídeo publicado logo após a filiação, Galvan reafirmou a identidade ideológica e o apoio irrestrito à família Bolsonaro.
“Somos Flávio Bolsonaro. Não tenha dúvida nenhuma”, declarou.
O pré-candidato destacou que a missão dele no Senado será proteger a liberdade e “enfrentar os abusos do STF”.
Galvan reforçou que recusou propostas anteriores para ser suplente de Janaina Riva (MDB) ou candidato a deputado federal, mantendo o foco exclusivo na cadeira do Senado.
O FUNIL PARA O SENADO EM MATO GROSSO
A entrada de Galvan no Avante acirra uma das disputas mais congestionadas da história de Mato Grosso. Com duas vagas em jogo, ele enfrentará oponentes de peso como Carlos Fávaro (PSD): Ministro da Agricultura e senador licenciado; Margareth Buzetti (PP), atual ocupante da vaga de Fávaro, além de José Medeiros (PL), que já é considerado um nome forte do bolsonarismo oficial no estado; Mauro Mendes (União), governador que avalia a disputa e Janaina Riva (MDB), principal liderança feminina do estado.
VEJA VÍDEOS
Ver essa foto no Instagram
Ver essa foto no Instagram

