O delegado da Polícia Federal Fábio Alvarez Shor foi nomeado para integrar a equipe de assessoria do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A designação foi oficializada por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (10), marcando uma nova etapa na trajetória profissional do investigador que conduziu apurações de grande repercussão nacional.
Delegado da PF passa a atuar como assessor no STF
A nomeação do delegado Fábio Alvarez Shor foi formalizada em documento assinado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin. A portaria, datada de segunda-feira (9), confirma a entrada do policial federal na estrutura de assessoramento direto do gabinete do ministro Alexandre de Moraes.
De acordo com as informações divulgadas no Diário Oficial da União, o delegado assumirá um cargo classificado como CJ-3. Esse nível funcional corresponde a posições de liderança dentro da assessoria dos ministros da Corte, envolvendo apoio técnico e jurídico nas atividades do gabinete.
A presença de profissionais com experiência em investigações é comum em equipes de assessoramento do STF, especialmente em casos que envolvem processos complexos e inquéritos de grande impacto institucional.
Investigações conduzidas pelo delegado
Antes da nomeação para o Supremo Tribunal Federal, o delegado Fábio Alvarez Shor esteve à frente de investigações conduzidas pela Polícia Federal que envolveram o ex-presidente Jair Bolsonaro e integrantes de seu governo.
Apuração sobre tentativa de golpe
Entre os principais trabalhos conduzidos pelo delegado está a investigação relacionada a um suposto plano de golpe de Estado. Em novembro de 2024, o policial federal assinou o relatório que resultou no indiciamento do ex-presidente e de outras 36 pessoas.
As acusações incluíram crimes como tentativa de golpe de Estado e participação em organização criminosa. O relatório produzido pela Polícia Federal reuniu elementos obtidos ao longo das diligências realizadas durante o inquérito.
Investigação sobre presentes oficiais
Outra frente de investigação conduzida pelo delegado envolveu suspeitas de irregularidades relacionadas a presentes oficiais recebidos durante o mandato presidencial.
Nesse caso, a Polícia Federal apurou o possível desvio de itens de alto valor recebidos por autoridades brasileiras em agendas internacionais. O inquérito resultou no indiciamento de Bolsonaro e de aliados por crimes como peculato e lavagem de dinheiro.
Apuração sobre dados de vacinação
O delegado também atuou na investigação que analisou a suposta inserção de informações falsas em sistemas do Ministério da Saúde referentes à vacinação contra a covid-19. A apuração buscou identificar a inclusão irregular de registros de imunização ligados ao ex-presidente e a pessoas próximas. O caso ganhou destaque nacional por envolver bancos de dados oficiais do governo federal.

