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Leia: Polícia Civil desarticula esquema de venda de celulares liderado por policiais penais em Várzea Grande
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Várzea Grande

Polícia Civil desarticula esquema de venda de celulares liderado por policiais penais em Várzea Grande

Jornalista Mauad
Publicado em: 27 de fevereiro de 2026
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3 Minutos de Leitura
Foto: Polícia Civil-MT
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*Sêmia Mauad/ Opinião MT

A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), deflagrou na manhã desta sexta-feira, dia 27 de fevereiro, a Operação Via Paralela. O objetivo é desarticular uma associação criminosa composta por policiais penais e reeducandos, especializada na introdução e comercialização ilícita de aparelhos celulares dentro do sistema prisional.

Foto: Polícia Civil-MT

Ao todo, estão sendo cumpridas 10 ordens judiciais, sendo seis mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão domiciliar. O foco das investigações é o Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos, localizado em Várzea Grande.

O MODUS OPERANDI: COMO FUNCIONAVA O ESQUEMA

As investigações revelaram um esquema lucrativo e bem estruturado que utilizava a facilidade de acesso de servidores públicos para contornar a segurança da unidade.

Foto: Polícia Civil-MT

Policiais penais, em seus dias de folga, eram responsáveis por buscar os aparelhos celulares com vendedores externos. Ao retornarem ao trabalho, os agentes entravam na unidade com os celulares, chegando a carregar até oito aparelhos de uma única vez. Os policiais deixavam os dispositivos escondidos em pontos específicos e pré-determinados dentro do presídio. Um preso que possuía autorização para circulação livre nas dependências da unidade buscava os aparelhos e fazia a entrega final aos detentos que haviam efetuado o pagamento.

VALORES E LUCRATIVIDADE

A corrupção tinha preço fixo. os policiais penais cobravam entre R$ 400 e R$ 800 por cada aparelho introduzido com sucesso na unidade. O esquema não se limitava apenas à entrega, mas envolvia uma verdadeira rede de comercialização interna.

Foto: Polícia Civil-MT

Um reeducando específico desempenhava papel central na organização, atuando como o “gerente” do negócio. Ele coordenava a venda dos telefones entre os detentos e garantia que as “vantagens indevidas” (as propinas) fossem devidamente repassadas aos agentes públicos envolvidos.

DESARTICULAÇÃO E PRÓXMOS PASSOS

Com as ordens judiciais cumpridas hoje, a Polícia Civil busca agora identificar outros possíveis envolvidos e verificar se o esquema se estendia a outras unidades prisionais do estado. Os materiais apreendidos durante as buscas domiciliares passarão por perícia técnica.

Os policiais penais envolvidos devem responder por crimes de corrupção passiva e associação criminosa, além de enfrentarem processos administrativos que podem resultar na expulsão da corporação. Os detentos envolvidos terão suas penas agravadas e regressão de regime.

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